Principais lições deste artigo
- Estrutura de custos: taxas de emissão, recarga, saque e manutenção formam o custo total do cartão pré-pago e precisam ser consideradas desde o desenho do produto.
- Impacto regulatório: limites de intercâmbio e IOF definem parte da margem disponível para emissores, principalmente em operações internacionais.
- Eficiência operacional: infraestrutura modular, APIs bem estruturadas e automação reduzem custos de emissão, suporte e compliance.
- Gestão de riscos e precificação: erros na projeção de custos, na escolha de parceiros e na leitura das normas regulatórias comprometem a viabilidade do portfólio de cartões.
- Parceria estratégica com cel_banking: infraestrutura da banking, disponível em https://www.celcoin.com.br/, ajuda empresas a emitir e operar cartões pré-pagos com mais controle de custos e escala.
O que são as taxas de emissão em cartões pré-pagos e suas principais cobranças?
As taxas de emissão em cartões pré-pagos são valores cobrados por bancos e instituições financeiras para produzir, personalizar e disponibilizar cartões físicos ou virtuais aos usuários. Diferem das anuidades de cartões de crédito, pois costumam ser cobradas em eventos específicos, como a criação ou a segunda via do cartão.
No mercado brasileiro, as taxas de emissão variam, indo de cerca de R$ 5,00 para segunda via até R$ 30,00 em cartões temáticos como o pré-pago Flamengo. Essa amplitude reflete desde emissões básicas até cartões com design diferenciado e parcerias comerciais.
Além da emissão, outras cobranças compõem o custo operacional do cartão. Taxas de recarga podem ser fixadas, por exemplo, em R$ 2,50 por operação, enquanto saques e transferências entre cartões variam por instituição emissora. Esses valores seguem uma lógica diferente das anuidades de crédito, que podem ir de 12x R$ 8,25 em produtos básicos até 12x R$ 91,00 em segmentos de maior valor.
Empresas que planejam lançar cartões pré-pagos precisam mapear todas essas linhas de custo para calcular margens, definir tarifas ao usuário e estruturar modelos de monetização viáveis para cada público e caso de uso.
Como intercâmbio e IOF afetam a rentabilidade dos cartões pré-pagos
O ambiente regulatório brasileiro estabelece limites e regras que impactam diretamente a rentabilidade dos cartões pré-pagos. A Resolução BCB nº 246/2022 define parâmetros para tarifas de intercâmbio (TIC), que são repassadas entre os participantes da cadeia de cartões.
Em 2026, as TIC de débito e pré-pago permanecem próximas aos limites de 0,50% e 0,70%, o que dá previsibilidade ao planejamento financeiro dos emissores. Ao mesmo tempo, aumento de participação de cartões de crédito de maior valor e redução de produtos básicos alteraram a média das TIC de crédito, reforçando a importância do posicionamento correto do produto.
Em operações internacionais, o IOF sobre recargas de cartões pré-pagos em moeda estrangeira tem peso relevante na estrutura de custos. A tributação ocorre no momento da recarga, e o impacto pode ser ampliado pelo spread cambial, que varia conforme a taxa praticada nas operações de câmbio turismo.
Além disso, tarifas de afiliação, processamento e conexão com bandeiras globais podem formar uma barreira de entrada para emissores que optam por operar diretamente. Nesse contexto, soluções white label, que concentram licenças e infraestrutura em um parceiro, tendem a reduzir investimento inicial e acelerar o lançamento.
Como otimizar custos na emissão de cartões pré-pagos
A redução sustentável de custos em cartões pré-pagos começa pela escolha da arquitetura tecnológica e de parceiros. Infraestruturas modulares e com APIs bem definidas permitem ajustes rápidos a mudanças regulatórias e novas funcionalidades, sem reescrever sistemas inteiros.
Empresas que buscam eficiência costumam adotar:
- Infraestrutura modular: módulos independentes para emissão, KYC, antifraude e liquidação reduzem retrabalho e facilitam evolução do produto.
- Automação de compliance: relatórios regulatórios, monitoramento transacional e trilhas de auditoria automatizadas diminuem riscos e custos operacionais.
- Integrações padronizadas: APIs estáveis e bem documentadas reduzem ciclos de desenvolvimento e custo de manutenção.
A monetização do cartão pré-pago pode compensar parte dos custos de emissão. Entre as estratégias usuais estão programas de benefícios, parcerias com varejo, taxas de dormência bem definidas e oferta de serviços de maior valor com precificação clara. Um desenho adequado de tarifas, aliado a uma boa experiência de uso, aumenta a retenção de clientes e melhora o lifetime value.
Erros comuns na gestão de taxas de emissão de cartões pré-pagos (e como evitá-los)
A subestimação do custo total do ciclo de vida do cartão é um erro recorrente. Focar apenas na taxa de emissão e ignorar IOF, spread cambial, processamento, gestão de risco, reemissões e manutenção tecnológica gera projeções de margem imprecisas, principalmente em portfolios com grande volume e uso internacional.
A escolha de parceiros com infraestrutura rígida também aumenta o risco. Plataformas legadas tendem a ter menor flexibilidade para ajustes regulatórios, criação de novos casos de uso e integração com outros sistemas, o que encarece migrações futuras e limita a escala do negócio.
A leitura incompleta das obrigações regulatórias pode levar a sanções, interrupção de operações e desgaste de marca. Normas do Banco Central exigem processos robustos de KYC, prevenção à lavagem de dinheiro, controles de fraude e geração de relatórios, que precisam ser previstos desde o início do projeto.
Outro ponto crítico é a falta de experimentação em modelos de precificação. Estruturas únicas de tarifa podem deixar valor na mesa em segmentos que aceitariam combinações diferentes de taxa de emissão, uso recorrente e benefícios associados.
Como a Celcoin simplifica a emissão de cartões pré-pagos
A Celcoin atua como parceira para empresas que desejam oferecer cartões pré-pagos com marca própria sem assumir toda a complexidade tecnológica e regulatória. Com modelos de Banking as a Service (BaaS) e Core Banking, a empresa possibilita que fintechs, bancos digitais, varejistas e ERPs foquem em produto e relacionamento, enquanto a Celcoin cuida da infraestrutura.
O Cartão White Label da Celcoin permite lançar cartões com a marca da empresa sem necessidade de licenças específicas ou conexão direta com bandeiras e processadoras. A solução inclui integração com bandeiras como Visa, antifraude, embossing, gestão de disputas, relatórios e emissão de cartões físicos e virtuais, o que favorece um go-to-market mais rápido.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que encurtam ciclos de integração. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-configurados que aceleram o go-to-market. |
Perguntas frequentes sobre taxas de emissão e cartões pré-pagos
As taxas de emissão de cartões pré-pagos são regulamentadas pelo Banco Central?
Sim. O Banco Central define regras para diversos aspectos ligados a cartões pré-pagos, incluindo limites de tarifas de intercâmbio. A Resolução BCB nº 246/2022 estabelece parâmetros para as TIC e separa claramente custos de emissão, tarifas ao usuário e intercâmbio. As instituições precisam seguir essas normas para manter conformidade e garantir transparência ao consumidor.
Como o IOF afeta o custo operacional de cartões pré-pagos internacionais para as empresas?
O IOF aumenta o custo das recargas de cartões pré-pagos internacionais, pois é aplicado sobre o valor carregado em moeda estrangeira. Esse impacto é somado ao spread cambial da operação de câmbio turismo. Emissores precisam considerar esses fatores na formação de preço para manter margens adequadas e competitividade em produtos internacionais.
Quais são os custos iniciais para uma empresa que deseja emitir seus próprios cartões pré-pagos?
Os custos iniciais podem incluir tarifas de afiliação às bandeiras, criação de BIN, tarifas de processamento, licenciamento, desenvolvimento de infraestrutura tecnológica, integração com sistemas antifraude, além de estrutura de compliance. O modelo White Label da Celcoin reduz essa complexidade ao disponibilizar infraestrutura, licenças e conexões já estabelecidas.
A Celcoin oferece suporte regulatório para fintechs que querem emitir cartões pré-pagos?
Sim. A Celcoin utiliza suas licenças de Instituição de Pagamento e sua infraestrutura tecnológica para apoiar empresas que desejam operar serviços financeiros, inclusive cartões pré-pagos, em conformidade com as normas do Banco Central. Isso pode ocorrer via BaaS, para empresas sem licença, ou via Core Banking, para instituições licenciadas, com relatórios automatizados e suporte contínuo em compliance.
Conclusão: como tornar as taxas de emissão sustentáveis com a Celcoin
As taxas de emissão são apenas um componente de uma estrutura de custos mais ampla, que inclui intercâmbio, IOF, processamento, tecnologia e compliance. Entender essa combinação é decisivo para definir preços, margens e posicionamento de cada produto de cartão pré-pago.
O diferencial competitivo está em tratar o cartão pré-pago como parte de uma estratégia de receita e relacionamento bem planejada, apoiada por uma infraestrutura capaz de escalar, acompanhar mudanças regulatórias e reduzir custos de operação.

