Principais lições deste artigo
- CaaS permite que empresas ofereçam crédito sem virar instituição financeira, desde que a arquitetura tecnológica já nasça alinhada às regras do Banco Central, CVM e CMN.
- Agenda regulatória 2025-2026 redefine o ambiente de crédito digital no Brasil, com novas normas para BaaS, ativos virtuais, tokenização e investimentos estrangeiros.
- Segurança, LGPD, KYC e AML formam a base de qualquer operação de crédito escalável, e precisam estar automatizados por tecnologia de monitoramento e relatórios em tempo quase real.
- Erros recorrentes envolvem subestimar a complexidade regulatória, usar muitos fornecedores desconectados e tratar compliance como custo, não como componente de receita e risco.
- Parceria com a Celcoin por meio do módulo de crédito cel_credit, acessível em https://www.celcoin.com.br/, ajuda a estruturar CaaS com APIs, compliance e infraestrutura já adequados às exigências regulatórias.
A demanda por crédito digital cresce em 2026 e pressiona empresas a oferecerem produtos financeiros com eficiência e segurança. Nesse contexto, o Credit as a Service permite estruturar operações de crédito de forma modular, mantendo foco no negócio principal.
O ambiente regulatório brasileiro evolui rápido e combina normas de diferentes órgãos. Quem trata segurança e conformidade como parte central da estratégia reduz riscos, acessa funding com mais facilidade e ganha previsibilidade operacional.
Este conteúdo apresenta conceitos essenciais, mudanças regulatórias recentes, práticas recomendadas de segurança e erros a evitar por fintechs, correspondentes, gestoras e varejistas que atuam com CaaS.
Visão geral do credit as a service (CaaS) e seus conceitos-chave
O que é CaaS?
CaaS é a infraestrutura tecnológica que permite a empresas oferecer crédito sem desenvolver toda a capacidade financeira e regulatória internamente. A plataforma cuida de originação, análise de risco, formalização, gestão de carteira e cobrança.
Com APIs e módulos prontos, varejistas, fintechs e ERPs conseguem adicionar crédito em jornadas digitais já existentes, reduzindo tempo de lançamento e a necessidade de múltiplos fornecedores.
Principais atores no ecossistema CaaS
O ecossistema reúne diferentes perfis com necessidades específicas:
- Fintechs e bancos digitais: ganham velocidade para testar e escalar novos produtos de crédito.
- Correspondentes bancários: ampliam portfólio mantendo aderência às normas dos supervisores.
- Gestoras de fundos: acessam carteiras de crédito originadas em plataformas especializadas, com estrutura padronizada.
- Varejistas e marketplaces: oferecem soluções como BNPL e crediário digital para aumentar conversão e ticket médio.
- ERPs e plataformas B2B: embutem crédito na rotina das empresas usuárias, com dados operacionais integrados.
A intersecção de tecnologia e regulação
Operações de CaaS só são sustentáveis quando a arquitetura técnica já nasce orientada a requisitos regulatórios. APIs modulares, motor de crédito configurável, trilhas de auditoria e relatórios regulatórios automatizados reduzem esforço manual e risco de falhas.
Recursos como inteligência artificial para análise de risco, automação de KYC e AML e atualização centralizada de regras ajudam a acompanhar mudanças regulatórias sem paralisar produtos. A infraestrutura de crédito da Celcoin segue esse modelo de atualização contínua.
Panorama regulatório no Brasil: pontos de atenção para CaaS
Agenda regulatória do Banco Central 2025-2026
A agenda de prioridades do Banco Central para 2025-2026 inclui a conclusão da regulação de Banking as a Service, baseada na Consulta Pública BCB 108/2024, com normas esperadas a partir do segundo semestre de 2025. Essa definição tende a influenciar diretamente modelos de CaaS, principalmente em relacionamento com instituições licenciadas.
As Consultas Públicas BCB 109/2024, 110/2024 e 111/2024 tratam da regulação de Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais e da tokenização de ativos, criando regras para emissão, negociação e uso de stablecoins em estruturas de crédito.
Atuação da CVM no mercado de capitais
As 30 resoluções publicadas pela CVM em 2024 simplificaram o acesso ao mercado de capitais e estruturaram o Plano Bienal de Supervisão Baseada em Risco 2025-2026, com foco em temas como criptoativos e distribuição de produtos financeiros.
O Parecer de Orientação CVM 40 consolidou como os criptoativos são enquadrados como valores mobiliários, o que impacta estruturas de funding lastreadas em créditos ou tokens.
Resoluções do CMN e impacto em securitização
As Resoluções CMN 5.118 e 5.163/2024 restringem o uso de créditos quirografários como lastro em CRIs, exigindo estruturas mais robustas de garantias e documentação. Isso influencia modelos de CaaS que dependem de securitização imobiliária para captação.
Simplificação para investimentos estrangeiros
As regras em vigor desde 1º de janeiro de 2025 reduziram exigências para investimento estrangeiro no Brasil, o que tende a aumentar a oferta de capital para carteiras de crédito, inclusive estruturas originadas em plataformas de CaaS.
Instrução Normativa BCB 587/2025
A Instrução Normativa BCB 587/2025 atualizou o formato de relatórios de crédito, incluindo campos para justificar limite zerado em cartões e identificar seguros associados. Sistemas de CaaS precisam capturar esses dados na origem para garantir completude e consistência dos envios. Plataformas já integradas a esses requisitos reduzem o trabalho de adaptação.
Melhores práticas para segurança e conformidade em CaaS
Estrutura de governança clara
- Responsabilidades definidas: áreas e papéis formais para risco, compliance, jurídico, tecnologia e produtos de crédito.
- Comitês regulares: fóruns dedicados a acompanhar mudanças regulatórias e revisar políticas internas.
- Documentação e trilhas de auditoria: processos, decisões e exceções registrados, com logs acessíveis.
Tecnologia como base de compliance
- APIs modulares: permitem ajustar regras de crédito, limites e fluxos de aprovação com agilidade.
- Nuvem e observabilidade: infraestrutura escalável, com monitoramento, alertas e métricas de risco em tempo quase real.
- Automação de relatórios: geração automática de arquivos regulatórios, reduzindo o erro humano.
Gestão de riscos, KYC, AML e LGPD
- Metodologias de risco: uso de modelos alinhados a normas como a Resolução BCB 229/2022, com testes e revisões periódicas.
- KYC e AML integrados: identificação, verificação, listas de sanções e monitoramento transacional em uma mesma jornada.
- Proteção de dados: controles de acesso, criptografia, políticas de retenção e resposta a incidentes em linha com a LGPD.
- Auditoria contínua: revisões internas e de terceiros sobre aderência a políticas e normas externas.
Uma plataforma de CaaS que já incorpora esses recursos reduz o esforço de construção interna.
Erros comuns na gestão de segurança e conformidade
- Tratar regulação como detalhe: desenhar produto e só depois verificar regras leva a retrabalho, atrasos e riscos regulatórios.
- Reagir tarde a novas normas: subestimar prazos internos necessários para adequação cria risco de descumprimento.
- Usar soluções fragmentadas: múltiplos fornecedores sem integração consistente geram lacunas de dados e de controles.
- Priorizar apenas velocidade: acelerar lançamento sem validações mínimas de segurança aumenta chance de incidentes e sanções.
- Subinvestir em tecnologia de compliance: ausência de automação em KYC, AML, relatórios e monitoramento eleva custo operacional e risco.
A Celcoin como parceira para segurança e conformidade em CaaS
A Celcoin oferece infraestrutura tecnológica e financeira desenhada para viabilizar crédito embutido com foco em segurança, governança e aderência regulatória. A solução cobre originação, análise, formalização, gestão da carteira e cobrança, com APIs modulares e componentes de compliance integrados.
Com licenças de Instituição de Pagamento e Sociedade de Crédito Direto, a Celcoin fornece base jurídica para operações em diferentes segmentos, reduzindo a necessidade de múltiplas integrações e estruturas paralelas.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs Modulares |
Integrações mais rápidas, reduzindo custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, melhorando conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Saiba como a Celcoin estrutura operações de CaaS com foco em segurança e aderência regulatória.
Conclusão: inovação com segurança no futuro do crédito
Em 2026, a combinação de tecnologia de crédito embutido com um ambiente regulatório em evolução exige que empresas tratem segurança, risco e compliance como parte da proposta de valor. CaaS bem estruturado reduz barreiras de entrada, mas só se sustenta quando arquitetura, governança e dados seguem padrões regulatórios desde o início.
A infraestrutura de crédito da Celcoin foi construída para esse cenário, permitindo que empresas lancem e escalem soluções de crédito mantendo previsibilidade regulatória e controles de risco adequados.
Perguntas frequentes sobre segurança e conformidade regulatória no CaaS
Como as novas regulamentações do BCB e CVM impactam CaaS em 2026?
As agendas regulatórias 2025-2026 reforçam requisitos de transparência, governança e gestão de riscos para instituições financeiras e de pagamento. Para operações de CaaS, isso se traduz em necessidade de relatórios mais detalhados, políticas claras de KYC e AML, controles sobre uso de criptoativos e alinhamento com regras de BaaS. Plataformas que atualizam fluxos e integrações de forma centralizada reduzem a complexidade para os clientes.
A simplificação das regras para investimento estrangeiro ajuda operações de crédito?
Sim. Com menos exigências operacionais para entrada de capital estrangeiro, torna-se mais simples estruturar fundos e veículos de investimento voltados a carteiras de crédito originadas via CaaS. Isso amplia opções de funding e pode melhorar custo de capital, desde que a plataforma tenha dados consistentes e controles capazes de atender diligências de investidores internacionais.
Como a Celcoin lida com a Instrução Normativa BCB 587/2025?
A plataforma da Celcoin foi ajustada para registrar informações exigidas pela norma, como campos específicos de cartões e seguros vinculados, e gerar arquivos no formato solicitado pelo Banco Central. Com isso, instituições que utilizam a infraestrutura não precisam desenvolver, do zero, camadas de extração, transformação e envio desses dados.
Qual é o papel da conformidade regulatória na prevenção de fraudes em CaaS?
Regras de KYC, AML, monitoramento transacional e registro de operações criam barreiras para uso indevido de crédito e recursos financeiros. Quando esses requisitos são implementados por tecnologia integrada à jornada do cliente, o resultado é uma camada de proteção que reduz fraudes, estornos e riscos de sanções.
O que avaliar ao escolher uma plataforma de CaaS para segurança e conformidade?
É importante verificar licenças regulatórias, histórico de atuação, capacidade de atualização contínua frente a novas normas, recursos de prevenção a fraudes, aderência à LGPD e qualidade da documentação técnica. Soluções como a da Celcoin combinam esses elementos com APIs e módulos que simplificam a integração de crédito em produtos digitais.
