Principais lições deste artigo
- Segurança de dados é pilar de confiança: a proteção de informações pessoais e financeiras sustenta a relação entre instituições e clientes e impacta diretamente receita, retenção e reputação.
- Ameaças cibernéticas estão mais sofisticadas: ransomware, phishing, DDoS e falhas em APIs expõem dados sensíveis e podem paralisar operações por horas ou dias.
- Conformidade regulatória é contínua: LGPD e Open Finance exigem controles técnicos, processos claros de consentimento e governança ativa sobre terceiros de tecnologia.
- Boas práticas reduzem risco e custo: controles de acesso, criptografia, monitoramento em tempo real e treinamento recorrente formam um conjunto mínimo de proteção efetiva.
- Banking como apoio estratégico: a infraestrutura financeira da Celcoin ajuda a operacionalizar segurança, compliance e escalabilidade, sem comprometer a experiência dos clientes. Conheça a solução de banking da Celcoin.
Este conteúdo apresenta os riscos mais relevantes, as práticas recomendadas e o papel de parceiros de infraestrutura para fortalecer a segurança dos dados do cliente no setor financeiro.
Por que a segurança dos dados do cliente é decisiva no setor financeiro
A segurança dos dados do cliente protege a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade das informações pessoais e financeiras mantidas por instituições financeiras, fintechs, varejistas e ERPs. Essa proteção sustenta a confiança do consumidor e reduz risco regulatório e operacional.
Os dados mais sensíveis incluem informações bancárias completas, histórico detalhado de transações, dados de identificação como CPF e nome, informações de renda e patrimônio e padrões de consumo. Cada categoria exige controles específicos de acesso, armazenamento e monitoramento.
A base regulatória brasileira estabelece parâmetros claros. A LGPD define princípios e obrigações para o tratamento de dados pessoais, enquanto normas do Banco Central ligadas ao Open Banking e Open Finance estabelecem requisitos para o compartilhamento seguro de dados financeiros, sempre com consentimento explícito e registrável.
Principais riscos à segurança dos dados financeiros no Brasil
Ameaças cibernéticas mais frequentes no setor financeiro
O cenário de ameaças cresceu em volume e impacto. Ransomware atingiu 65% das instituições financeiras em 2024, com valores de extorsão e pagamento na casa de milhões de dólares, causando paralisações completas de sistemas críticos.
Grupos como o Lockbit se especializaram em ataques a instituições financeiras. Em paralelo, o phishing evoluiu para páginas falsas e campanhas cada vez mais convincentes, com mais de dois terços das instituições relatando tentativas de roubo de credenciais.
Os ataques DDoS completam esse quadro, sobrecarregando servidores por longos períodos e afetando a disponibilidade de serviços essenciais, com impacto direto em transações, atendimento e percepção de confiabilidade.
Vulnerabilidades técnicas que expõem dados sensíveis
Dispositivos de acesso são um ponto frágil recorrente. Celulares, notebooks e desktops sem proteção adequada tornam-se portas de entrada para credenciais e dados sigilosos.
Na camada de aplicações, vulnerabilidades como XSS, SQL injection e CSRF exploram erros de validação e autenticação, permitindo acesso indevido ou ações fraudulentas em nome do usuário. Autenticação fraca, senhas reutilizadas e exposição de credenciais intensificam esse risco.
A dependência de terceiros de TI também eleva o risco sistêmico, já que falhas em um fornecedor podem gerar interrupções em cadeia e exposição de dados para várias instituições ao mesmo tempo.
Impactos financeiros e reputacionais dos incidentes
Incidentes de cibersegurança geram custos diretos com resposta, multas e indenizações, além de perdas de receita por indisponibilidade de serviços. Em ambientes altamente integrados, o risco cibernético é visto como ameaça à estabilidade financeira global.
No Brasil, o roubo de identidade é uma das maiores preocupações dos clientes, o que mostra como vazamentos afetam a confiança por longos períodos, dificultam aaquisição de novos usuários e reduzem o valor da marca.
Práticas recomendadas para proteger dados de clientes
- Controles de acesso e identidade: adotar autenticação multifator para todos os acessos críticos, gestão centralizada de identidades, revisão periódica de perfis e aplicação consistente do princípio de privilégio mínimo.
- Criptografia e monitoramento contínuo: criptografar dados em repouso e em trânsito, com gestão segura de chaves, e usar ferramentas de detecção de intrusão e plataformas SIEM para identificar comportamentos anômalos em tempo quase real.
- Governança, LGPD e gestão de terceiros: manter auditorias recorrentes, políticas claras de privacidade e consentimento, DPO estruturado e processos formais de avaliação de risco de fornecedores e parceiros de tecnologia.
- Planos de resposta e testes regulares: ter plano de resposta a incidentes documentado, com papéis definidos, roteiros de comunicação e exercícios de simulação que validem se os times sabem como agir.
- Educação e cultura de segurança: promover treinamentos regulares sobre phishing, uso seguro de senhas, proteção de dispositivos e boas práticas de atendimento para reduzir o risco ligado ao fator humano.
Erros de segurança de dados que prejudicam instituições financeiras
A falta de proteção adequada em endpoints, o uso de sistemas legados sem atualização e a ausência de um plano de resposta a incidentes testado aumentam a probabilidade e o impacto de vazamentos.
Adoção de soluções isoladas, sem integração entre si, cria brechas de visibilidade e dificulta correlação de eventos. A negligência em relação a ameaças internas, como uso indevido de acessos por funcionários ou prestadores, também é fonte recorrente de exposição.
No contexto de Open Finance, a abertura de APIs e o uso intensivo de dispositivos móveis ampliam a superfície de ataque. Segmentação de rede insuficiente, autenticação fraca e controles de acesso pouco granulares podem comprometer todo o ecossistema de dados compartilhados.
Como a Celcoin apoia a segurança dos dados do seu cliente
A Celcoin oferece infraestrutura full stack de serviços financeiros com foco em segurança e conformidade desde o desenho das soluções. Essa abordagem apoia fintechs, bancos digitais, varejistas e ERPs na proteção de dados, sem necessidade de construir toda a camada regulatória e tecnológica do zero.
A plataforma integra KYC, AML e relatórios regulatórios automatizados, reduzindo o risco de sanções e simplificando as obrigações junto ao Banco Central, à Receita Federal e àSUSEP. A infraestrutura de Open Finance da Celcoin permite acesso e transmissão segura de dados financeiros com consentimento registrado do usuário, apoiando personalização de ofertas e eficiência operacional.
Recursos de monitoramento baseado em IA, autenticação robusta e trilhas de auditoria ajudam na prevenção e investigação de fraudes. APIs modulares e arquitetura escalável em nuvem permitem lançamento rápido de novos produtos, mantendo alta disponibilidade mesmo em picos de uso.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs Modulares |
Integrações mais rápidas, reduzindo custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando tempo de entrada em produção. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Pagamentos e crédito integrados aumentam conversão, receita por usuário e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhor retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e apoiam ciclos de venda em mercados regulados. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento em tempo quase real e autenticação forte reduzem estornos e perdas. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, funcionalidades e velocidade de entrada no mercado. |
Respostas objetivas sobre a segurança dos dados do cliente
Relação entre LGPD e segurança dos dados no setor financeiro
A LGPD estabelece regras para coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais. No setor financeiro, que lida com informações sensíveis e volumosas, a lei exige controles técnicos e administrativos robustos, políticas de privacidade transparentes, gestão de consentimento e registro de operações, sob pena de multas relevantes e danos à reputação.
Impactos do Open Banking e Open Finance na segurança de dados
O Open Finance amplia o compartilhamento de dados entre instituições, o que aumenta a necessidade de segurança em APIs, processos de consentimento e camadas de autenticação. Criptografia de ponta a ponta, autenticação multifator, escopo limitado de acesso e monitoramento contínuo de chamadas de API tornam-se requisitos básicos para reduzir risco nesse ambiente.
Principais ameaças cibernéticas e medidas de proteção
Ransomware, phishing, engenharia social e DDoS estão entre as ameaças mais comuns. Medidas essenciais incluem autenticação multifator, verificação reforçada de identidade, políticas de senha seguras, filtros e autenticação de e-mail, backup testado regularmente, segmentação de rede e um plano de resposta a incidentes com funções e fluxos de decisão claramente definidos.
Impacto da escolha de um parceiro de infraestrutura na proteção de dados
A qualidade da infraestrutura utilizada define o nível mínimo de segurança e de conformidade possível. Um parceiro como a Celcoin oferece tecnologia, processos e controles alinhados às exigências do Banco Central e da LGPD, permitindo que empresas financeiras foquem no produto e no relacionamento com clientes enquanto operam sobre uma base segura.
Segurança de dados como pilar estratégico em 2026
Em 2026, segurança de dados deixou de ser apenas requisito regulatório e passou a ser critério central de escolha de serviços financeiros por clientes corporativos e pessoas físicas. Instituições que tratam proteção de dados como pilar estratégico reduzem riscos, aumentam a resiliência operacional e fortalecem sua reputação.
Ao combinar boas práticas técnicas, governança consistente, equipes capacitadas e parceiros de infraestrutura confiáveis, o setor financeiro consegue inovar com responsabilidade e manter a confiança do mercado em um ambiente regulatório e tecnológico em constante evolução.
