Principais lições deste artigo
- O BaaS permite que empresas sem licença bancária ofereçam serviços como Pix, contas digitais e TED por meio de APIs reguladas pelo Banco Central, em linha com a Resolução Conjunta 16/2025.
- O modelo viabiliza entrada rápida no mercado, redução de custos e gestão de conformidade pelo provedor, sem necessidade de licenças próprias.
- Casos como iFood, Mercado Livre e clientes da Celcoin mostram escalabilidade para fintechs, varejistas e ERPs, com processamento de bilhões em transações.
- A Celcoin oferece infraestrutura full-stack com APIs modulares, Core Banking e suporte para migração, superando limitações de concorrentes com sistemas legados.
- Para implementar BaaS de forma ágil e confiável, veja como o Banking da Celcoin acelera o lançamento de serviços financeiros na sua empresa.
O que é BaaS no Brasil?
O Banking as a Service no Brasil é a oferta de infraestrutura bancária como serviço adaptada às regras locais. Esse modelo permite que empresas não financeiras integrem serviços bancários completos por meio de APIs, como contas digitais, Pix, TED, cartões e funcionalidades do Open Finance, sem obter licenças próprias do Banco Central.
A Resolução Conjunta 16/2025, publicada em 28 de novembro de 2025 pelo Banco Central do Brasil e Conselho Monetário Nacional, regulamentou o BaaS no país. A norma define o escopo dos serviços, como abertura, manutenção e encerramento de contas, pagamentos, credenciamento e operações de crédito, e estabelece a divisão de responsabilidades entre instituições prestadoras e tomadoras.
A regulamentação exclui do conceito de BaaS atividades como correspondentes bancários, computação em nuvem, integrações isoladas do Open Finance e funções de subcredenciadores. Essa definição diferencia o BaaS brasileiro das antigas práticas de “contas-bolsão”, agora consideradas irregulares e proibidas pela nova normativa, que exige segregação adequada dos recursos dos clientes.
Como funciona o BaaS no Brasil
Com o conceito e o marco regulatório estabelecidos, o próximo passo é entender como esse modelo opera na prática. O funcionamento do BaaS brasileiro segue um fluxo em etapas encadeadas.
1. Integração via APIs: a empresa interessada integra as APIs REST da plataforma BaaS, como as oferecidas pela Celcoin, utilizando SDKs e documentação técnica completa. Essa integração técnica conecta os sistemas da empresa à infraestrutura regulada sem necessidade de desenvolvimento bancário interno.
2. Utilização de licença regulatória: após a integração, a empresa passa a operar sob a licença de Instituição de Pagamento (IP) do provedor BaaS. O provedor assume as responsabilidades de KYC, compliance e relatórios regulatórios perante o Banco Central, enquanto a empresa foca no produto e na experiência do cliente.
3. Operações financeiras: com a habilitação regulatória ativa, a empresa executa cash-in, cash-out, transferências via Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e processamento de transações Pix em tempo real. Os usuários passam a acessar serviços financeiros completos dentro da própria jornada da empresa.
4. Escalabilidade para Core Banking: à medida que o volume cresce e a empresa amadurece sua estratégia, torna-se possível migrar gradualmente para uma infraestrutura própria de Core Banking, mantendo a mesma base tecnológica e evitando reconstruções completas.
Esse fluxo operacional conecta a empresa cliente às APIs da Celcoin, que se integram diretamente ao Banco Central por meio da Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN). Essa arquitetura garante aderência às exigências regulatórias e estabilidade nas operações.
Vantagens do BaaS para empresas brasileiras
BaaS gera ganhos concretos de tempo, custo e receita para empresas de diferentes segmentos.
• Entrada rápida no mercado: lançamento de serviços financeiros em semanas, em vez de meses ou anos.
• Redução de custos: eliminação da necessidade de obter licenças próprias do Banco Central e de desenvolver infraestrutura bancária interna.
• Escalabilidade garantida: uso de infraestrutura robusta que suporta crescimento acelerado de transações sem interrupções.
• Aumento do ARPU: oferta de serviços financeiros embarcados que elevam a receita média por usuário.
• Conformidade automática: gestão de compliance com LGPD, normas do Banco Central e obrigações regulatórias pelo provedor.
Esses benefícios se manifestam de formas diferentes conforme o perfil da empresa. Para fintechs, o BaaS proporciona agilidade no lançamento de produtos e validação rápida de modelos de negócio. Varejistas diversificam receitas com serviços financeiros integrados, transformando a base de clientes em usuários de carteiras digitais e meios de pagamento próprios. ERPs aumentam a retenção ao oferecer soluções bancárias embarcadas em suas plataformas de gestão, reduzindo a necessidade de integrações externas.
Exemplos de BaaS no Brasil
O mercado brasileiro já conta com casos consolidados de BaaS em diferentes setores. Entre os clientes da Celcoin, destacam-se Neon, BTG Pactual, Zé Pagou, Cumbuca, Jota, Magie, PipeImob, que atende imobiliárias e corretores, e Sky. O PagSeguro utiliza o Core Banking da Celcoin.
A Celcoin media mais de R$ 30 bilhões em transações por mês e atende mais de 6 mil clientes entre fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas. Esses números evidenciam a escalabilidade e a robustez da infraestrutura.
Por que escolher a Celcoin como solução BaaS?
A Celcoin oferece uma infraestrutura full-stack que inclui BaaS e Core Banking para empresas que pretendem evoluir para licenças próprias. A empresa possui licenças de Instituição de Pagamento e de subadquirente da Rede, atua como participante direta no Pix e como Iniciadora de Pagamentos no Open Banking.
A solução abrange contas digitais PF e PJ, Pix, transferência P2P, remuneração de saldo, TED, saques e depósitos, pagamentos de contas, recargas, Open Finance, cartão pré e pós-pago e DDA, com acesso por meio de APIs modulares. A jornada do cliente permite iniciar com a licença da Celcoin e migrar depois para infraestrutura própria sem rebuild completo.
O diferencial da Celcoin está na infraestrutura tecnológica e financeira full stack, mais nova e escalável, baseada em microsserviços e com atualização contínua. Essa arquitetura supera limitações de sistemas legados monolíticos utilizados por concorrentes.
A tabela abaixo mostra como cada capacidade técnica da Celcoin se converte em ganhos práticos de eficiência, receita e segurança para sua empresa.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e esforço de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, encurtando o tempo até a geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria, mantendo a experiência sob o seu branding. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem, que mantém serviços estáveis mesmo em picos de volume e protege sua receita. |
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Cobertura de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito que aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com impacto direto em conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados que reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta que reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs que ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Regulamentação e conformidade no BaaS brasileiro
Operar BaaS no Brasil exige cumprimento de obrigações regulatórias rigorosas perante o Banco Central, como relatórios DIMP, COSIF e BacenJud. A Fase 4 do Open Finance em 2026 amplia as exigências de compartilhamento de dados e de interoperabilidade entre instituições.
A SUSEP também define normas específicas para produtos de seguros integrados a plataformas BaaS. A Celcoin gerencia essa complexidade regulatória, mantendo conformidade automática e relatórios atualizados conforme as exigências dos órgãos reguladores.
Passos para implementar BaaS com Celcoin
Implementar BaaS com a Celcoin segue um processo estruturado que reduz riscos e acelera o go-live.
1. Contato e cadastro: análise das necessidades específicas da empresa e definição do escopo de serviços.
2. Ambiente sandbox: antes do go-live, a empresa testa as funcionalidades em um ambiente isolado, valida fluxos de pagamento e ajusta casos de uso ao seu modelo de negócio.
3. Integração técnica: desenvolvimento e homologação com suporte da Celcoin, com alguns clientes conseguindo implementar em cerca de uma semana.
4. Go-live e suporte: lançamento em produção com monitoramento contínuo e atendimento especializado.
5. Escalabilidade: migração para Core Banking quando a empresa obtém licenças próprias, mantendo a continuidade operacional.
Fale com a Celcoin e inicie sua integração em ambiente sandbox.
Perguntas frequentes sobre BaaS
Como funciona o BaaS?
BaaS permite que empresas sem licença bancária ofereçam serviços financeiros utilizando a infraestrutura e as licenças de um provedor regulado. A integração ocorre por meio de APIs que conectam os sistemas da empresa às funcionalidades bancárias, mantendo conformidade regulatória.
Quais empresas podem usar BaaS?
Empresas reguladas e não reguladas de diferentes portes e segmentos, como fintechs, bancos digitais, varejistas e ERPs, podem utilizar o Banking da Celcoin.
Qual a diferença entre BaaS e Core Banking?
Core Banking representa a evolução do Banking as a Service. Enquanto o BaaS tradicionalmente permite que fintechs usem a licença de terceiros para operar serviços financeiros, como a de Instituição de Pagamento, o Core Banking da Celcoin oferece infraestrutura mais completa para empresas com ou sem licenças próprias. A Celcoin permite que empresas operem utilizando a licença da Celcoin ou integrem sua própria licença regulatória à tecnologia da empresa.
Qual o custo de implementação com a Celcoin?
A Celcoin utiliza um modelo de remuneração centrado em transações, em vez de um custo de setup inicial elevado comum em muitos concorrentes. Esse modelo reduz barreiras de entrada e facilita o início da operação.
É possível migrar de outro provedor para a Celcoin?
É possível migrar de outro provedor para a Celcoin. A empresa conta com uma equipe dedicada para apoiar esse processo, com suporte técnico para facilitar a migração. Alguns clientes conseguem implementar a solução do zero ou migrar em cerca de uma semana, enquanto outros levam até três meses, dependendo da complexidade da estrutura existente e da disponibilidade interna.
Banking as a Service já redefine a oferta de serviços financeiros no Brasil e permite que empresas de todos os portes integrem soluções bancárias completas e reguladas. A Celcoin atua como parceira full-stack, oferecendo desde BaaS até Core Banking para acompanhar toda a jornada de crescimento empresarial. Agende uma conversa com a Celcoin e veja como tornar sua plataforma uma solução financeira completa.

