Principais lições deste artigo
- O BaaS permite que empresas ofereçam serviços financeiros usando infraestrutura e licenças de instituições reguladas, mantendo a própria marca na jornada do cliente.
- Modelos de BaaS como plataforma completa, infraestrutura via APIs, Embedded Finance e buy-to-own atendem a estágios diferentes de maturidade e estratégia de cada negócio.
- Regulação e Open Finance estruturam responsabilidades, ampliam segurança e viabilizam ofertas mais personalizadas com uso responsável de dados consentidos.
- Boas práticas incluem escolher parceiros com tecnologia escalável, foco em experiência do usuário, governança de risco e cumprimento rigoroso das normas do Banco Central.
- O banking da Celcoin oferece infraestrutura full-stack de BaaS e Core Banking com APIs modulares e suporte especializado; conheça as soluções.
O que é Banking as a Service (BaaS) e como funciona no Brasil?
Definição e relevância do BaaS
O Banking as a Service é um modelo em que empresas oferecem serviços bancários usando a infraestrutura regulatória e tecnológica de instituições financeiras licenciadas, acessada por APIs. Fintechs, varejistas, marketplaces e ERPs passam a disponibilizar contas digitais, cartões, Pix e pagamentos em suas plataformas, com a própria marca e controle da experiência do cliente.
O BaaS fornece a base tecnológica e regulatória, enquanto o Embedded Finance é a aplicação dessa base na jornada do usuário em contextos não financeiros. Nessa abordagem, serviços financeiros aparecem de forma integrada ao fluxo principal da plataforma, sem exigir que o cliente migre para canais externos.
Panorama regulatório e crescimento do BaaS
A combinação de infraestrutura tecnológica moderna e regulação clara fez do Brasil um dos ambientes mais dinâmicos para BaaS no mundo, com forte evolução de modelos de crédito e pagamentos. A atuação do Banco Central consolidou o BaaS como parte estrutural do sistema financeiro, com definição de responsabilidades e mecanismos de controle.
As tendências para 2026 apontam para APIs mais robustas e seguras, uso intensivo de inteligência artificial e expansão para setores como saúde, mobilidade e educação. Esse ambiente estimula a entrada de grandes marcas e empresas de tecnologia em ofertas financeiras próprias.
Modelos de negócios predominantes de BaaS no mercado brasileiro
BaaS de plataforma completa
O modelo de plataforma completa permite lançar produtos financeiros utilizando integralmente a licença e a infraestrutura de um provedor BaaS. A empresa concentra esforços em aquisição, relacionamento e diferenciação de produto, enquanto o parceiro cuida de compliance, core bancário, liquidações e integração com o sistema financeiro. É uma alternativa adequada para quem precisa reduzir o tempo de lançamento e a complexidade regulatória.
BaaS de infraestrutura modulada e APIs
Nesse modelo, a empresa escolhe módulos específicos de serviços financeiros para integrar via APIs, como abertura de conta, emissão de cartões, Pix ou KYC. Exemplos de provedores que oferecem APIs modulares mostram como varejistas e marketplaces podem incorporar recebíveis, cashback e pagamentos sem reconstruir sua arquitetura de sistemas. É uma abordagem indicada para negócios que já têm estrutura tecnológica consolidada e buscam flexibilidade.
Embedded Finance: serviços no fluxo da jornada
O Embedded Finance leva o BaaS para dentro da jornada principal do usuário, de forma discreta e contextualizada. Casos de uso de crédito, seguro e meios de pagamento integrados mostram como empresas ampliam receita, aumentam fidelização e reduzem atrito na experiência do cliente, especialmente em e-commerces, apps de mobilidade e plataformas de serviços recorrentes.
Modelo buy-to-own: escala com opção de internalização
No modelo buy-to-own, a empresa começa apoiada em um provedor BaaS e, conforme amadurece, pode internalizar parte da tecnologia e evoluir para operar com licenças próprias. Soluções de core bancário modular facilitam essa transição, mantendo estrutura de dados e processos, e reduzindo riscos de migrações complexas.
Melhores práticas e erros comuns na implementação de BaaS
Boas práticas para estruturar projetos de BaaS
- Avaliar o parceiro com profundidade: analisar robustez tecnológica, histórico de disponibilidade, aderência regulatória, qualidade do suporte e capacidade de escala de longo prazo.
- Priorizar experiência do usuário: planejar fluxos de onboarding, autenticação, cartões e pagamentos de forma integrada à jornada atual, com o mínimo de fricção possível.
- Aproveitar Open Finance: usar dados consentidos para personalizar ofertas, melhorar análise de risco e automatizar processos de KYC e concessão de crédito, sempre alinhado às normas do Banco Central.
A escalabilidade tecnológica deve considerar volumes crescentes de transações, picos sazonais e inclusão de novos produtos, sem degradação de performance ou risco operacional.
|
Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
|
APIs modulares |
Integrações rápidas, com menor custo e esforço de desenvolvimento. |
|
Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração. |
|
Capacidade de lançamento rápido |
Módulos prontos em modelo SaaS encurtam o tempo até a geração de receita. |
|
Distribuição white-label e embedded |
Suporte a produtos financeiros com sua marca, integrados à jornada atual. |
|
Escalabilidade com confiabilidade |
Arquitetura em nuvem com alta disponibilidade para volumes elevados de transações. |
|
Pagamentos e crédito |
Cobertura ampla de pagamentos e emissão de crédito para aumentar conversão e ARPU. |
|
Acesso a dados e personalização |
Dados e análises, inclusive via Open Finance, para ofertas personalizadas. |
|
Compliance integrado |
KYC, AML e relatórios regulatórios que reduzem risco e esforço operacional. |
|
Prevenção de fraude |
Monitoramento com IA e autenticação forte para reduzir estornos e perdas. |
|
Ecossistema de parceiros |
Integrações com bancos, redes e fintechs que ampliam cobertura e velocidade de entrada no mercado. |
Armadilhas a evitar no cenário BaaS
Ignorar a complexidade regulatória aumenta a exposição a penalidades, sobretudo quando exigências específicas do Banco Central não são observadas. Estruturas pouco claras ou não segregadas tendem a sofrer restrições crescentes.
A escolha de provedores com infraestrutura legada, baixa disponibilidade ou pouca capacidade de escala compromete o crescimento futuro. Produtos genéricos, sem uso de dados e personalização, perdem relevância em um mercado cada vez mais competitivo.
Para reduzir esses riscos, empresas podem contar com soluções especializadas em BaaS e Core Banking. Fale com os especialistas da Celcoin em infraestrutura financeira.
Celcoin: parceiro full-stack para sua jornada em Banking as a Service
Soluções abrangentes para diferentes estágios de maturidade
A Celcoin oferece uma solução full-stack que cobre desde BaaS para empresas não reguladas até Core Banking para instituições com licença própria. A mesma infraestrutura suporta a evolução da empresa, permitindo migrar de um modelo baseado em licenças de terceiros para operação regulada com menos fricção tecnológica.
Funcionalidades alinhadas às melhores práticas de BaaS
O BaaS da Celcoin inclui infraestrutura para contas digitais, cartões, Pix, boletos e serviços de pagamentos, enquanto o Core Banking atende IPs e IFs com módulos como liquidação, contabilidade regulatória, relatórios automatizados e Open Finance. As soluções regulatórias incorporam requisitos do Bacen, da Receita Federal e da SUSEP, e o ecossistema de parceiros, apoiado por APIs modulares, reduz tempo de implementação e custos operacionais.
Entre em contato para conhecer o banking da Celcoin em detalhes.
Perguntas frequentes sobre modelos de negócios de BaaS no Brasil
Qual a diferença entre BaaS e Core Banking?
BaaS permite que empresas usem a licença de uma instituição regulada para oferecer serviços financeiros, com foco em integração e distribuição. Core Banking é a infraestrutura central usada por instituições financeiras, reguladas ou em processo de regulação, para operar contas, liquidações, crédito e cumprimento de obrigações regulatórias. O Core Banking da Celcoin acompanha essa jornada, da fase inicial à operação regulada.
Por que o Banco Central está envolvido na regulamentação de BaaS?
O Banco Central estrutura regras para preservar segurança, integridade e estabilidade do Sistema Financeiro Nacional, ao mesmo tempo em que incentiva inovação. A regulamentação define responsabilidades entre provedores BaaS, instituições financeiras licenciadas e empresas parceiras, criando um arcabouço que protege o consumidor e dá previsibilidade para investimentos em novos modelos.
Quais setores podem se beneficiar do BaaS além de fintechs?
Setores como varejo, saúde, mobilidade, educação, imobiliário e ERPs já utilizam BaaS para oferecer contas, pagamentos, crédito e seguros em seus próprios canais. Qualquer empresa com relacionamento direto e recorrente com clientes pode integrar serviços financeiros para ampliar receita, aumentar fidelização e melhorar a experiência com ofertas contextualizadas.
Conclusão: BaaS como infraestrutura estratégica para novos serviços financeiros
O BaaS consolidou um novo padrão de oferta de serviços financeiros no Brasil em 2026, permitindo que empresas de diferentes setores lancem soluções bancárias e de pagamentos com velocidade e segurança. A escolha adequada do modelo de negócio, somada a um parceiro tecnológico com infraestrutura full-stack e aderência regulatória, é determinante para capturar esse potencial.

