Como migrar de BaaS para core banking próprio em 2026

Principais lições deste artigo

  • Migrar de BaaS para core banking próprio reduz custos operacionais em até 50% e aumenta o controle e a capacidade de customização para fintechs em escala.
  • Operar com volume transacional acima de R$ 1 bilhão por mês, possuir licenças regulatórias e realizar auditoria de tech debt são pré-requisitos essenciais para viabilizar a migração.
  • Aplicar um framework de 6 fases com Shadow Ledger permite fazer a transição sem downtime, validando 100% de compatibilidade entre sistemas antes do cutover final.
  • Automatizar compliance (CCS, CADOCs, COSIF, DIMP) e eliminar contas-bolsão é obrigatório para atender às novas exigências do Banco Central.
  • A Celcoin facilita migrações rápidas com a mesma base tecnológica para BaaS e core, sem setup elevado: inicie seu assessment gratuito agora.

Diferenças BaaS vs core banking próprio

Banking as a Service oferece entrada rápida no mercado e flexibilidade inicial, pois permite que empresas operem serviços financeiros usando licenças de terceiros. Essa conveniência se torna mais cara conforme o volume transacional cresce. Core banking próprio passa a ser mais vantajoso nesse estágio, pois oferece controle total da infraestrutura, customizações avançadas e redução relevante de custos operacionais.

Empresas que migram para core banking próprio podem reduzir custos em até 50%, eliminando taxas de bancos patrocinadores e melhorando o custo de funding em até 200 pontos base. O Brasil se consolidou como um dos mercados mais férteis globalmente para BaaS, mas novas regulamentações aumentam os custos de conformidade e aceleram a necessidade de migração.

Aspecto BaaS O Banking da Celcoin
Custos iniciais Setup elevado e taxas de integração Modelo transacional, sem setup elevado
Custos operacionais Taxas por transação crescentes Custos operacionais mais eficientes
Compliance Dependente do provedor CCS, CADOCs, COSIF e DIMP automatizados

Sistemas legados monolíticos reduzem a capacidade de inovar e de escalar. A Celcoin oferece arquitetura API-native que remove essas limitações, permite desenvolvimento ágil e facilita a integração fluida com o ecossistema existente.

Checklist de prontidão para migração

Realizar um diagnóstico de prontidão ajuda a definir se a migração faz sentido agora e qual deve ser o ritmo do projeto. Empresas podem usar os critérios abaixo como checklist inicial.

  1. Volume transacional: Operações acima de R$ 1 bilhão por mês tendem a justificar economicamente a migração.
  2. Licenças regulatórias: Obter licença de Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira junto ao Banco Central.
  3. Auditoria de tech debt: Mapear dependências, APIs legadas e pontos de integração críticos.
  4. Equipe de compliance: Contar com profissionais especializados em CCS, CADOCs, COSIF e DIMP.
  5. Parceria estratégica: Trabalhar com um provedor como a Celcoin, com experiência comprovada em migrações sem downtime.

Esse checklist orienta a avaliação de viabilidade técnica e ajuda a definir um cronograma realista, reduzindo riscos operacionais e regulatórios.

Guia passo a passo da migração

Seguir um framework de 6 fases aumenta a previsibilidade da migração e reduz a chance de interrupções nas operações.

1. Preparação

O primeiro passo consiste em fazer um assessment de maturidade tecnológica e regulatória. A empresa define o plano estratégico de migração, o cronograma detalhado, a alocação de recursos e as etapas para obtenção de licenças junto ao Banco Central. Nessa fase também ocorre a definição de KPIs de sucesso e de critérios de rollback.

2. Arquitetura

A segunda fase foca na implementação de uma infraestrutura cloud-native com APIs modulares compatíveis com RSFN, SPB, Pix e Open Finance. A empresa configura ambientes de desenvolvimento, homologação e produção com isolamento adequado e monitora esses ambientes de forma contínua.

3. Migração de dados

A migração de dados ocorre de forma gradual, evitando o modelo de Big Bang. Processos de sincronização em tempo real mantêm os sistemas legados e a nova infraestrutura alinhados. Essa abordagem preserva a integridade e a consistência dos dados durante todo o período de transição.

4. Shadow ledger

A fase de Shadow Ledger cria uma operação paralela por 30 a 90 dias. O sistema BaaS atual continua responsável pelas operações principais, enquanto o novo core banking processa as mesmas transações em paralelo. O fluxo funciona como: sistema BaaS, espelhamento em tempo real, core banking paralelo, validação de saldos e históricos e confirmação de 100% de compatibilidade antes do cutover final.

Testes intensivos de User Acceptance Testing identificam discrepâncias e permitem correções antes da virada definitiva.

5. Regulatório

A etapa regulatória faz a transição gradual dos reportes para a nova infraestrutura. CCS diário, CADOCs, COSIF e DIMP mensais passam a ser enviados de forma automatizada para o Banco Central e para a SUSEP. A empresa elimina estruturas de contas-bolsão irregulares e implementa contas individualizadas em linha com as exigências normativas.

6. Cutover e pós-migração

O cutover segue um plano detalhado minuto a minuto para o switch final. A operação passa por monitoramento intensivo por cerca de 90 dias. Nesse período, a empresa ajusta configurações, otimiza performance e treina equipes operacionais. Casos de mercado com volumes semelhantes ao do Neon mostram que esse modelo reduz riscos e acelera a estabilização pós-migração.

Agende seu assessment gratuito com a Celcoin e receba um plano de migração alinhado ao estágio atual da sua operação.

Como Celcoin facilita a transição para core banking próprio

A Celcoin utiliza a mesma base tecnológica para BaaS e para core banking, o que evita uma refatoração completa durante a migração. Essa característica permite concluir transições em prazos que variam de 1 semana a 3 meses, de acordo com a complexidade da operação, com suporte dedicado de uma equipe especializada.

A infraestrutura modular da Celcoin oferece APIs nativas para compliance automatizado, integrações diretas com SPB e RSFN e capacidade de processar mais de R$ 30 bilhões por mês. O modelo transacional, sem custos de setup elevados, alinha os investimentos ao crescimento real do negócio.

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, com redução de custos e de prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes reduzem ciclos de integração e custos de engenharia.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e reduzem o tempo até a geração de receita.

Distribuição white-label e embutida

Suporte a produtos financeiros com marca própria, fortalecendo o relacionamento com o cliente final.

Escalabilidade com confiabilidade

Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços estáveis mesmo em picos de volume, protegendo a receita.

Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito

Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e encurtam ciclos de vendas.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado.

Fale com a Celcoin agora e avalie como acelerar sua migração para core banking próprio.

Perguntas frequentes

O que é core banking e como a Celcoin se diferencia do BaaS?

Core banking representa a evolução do Banking as a Service para empresas com licença própria. A Celcoin utiliza a mesma base tecnológica para as duas soluções, o que permite uma migração fluida, sem necessidade de refatoração ampla. Enquanto o BaaS tradicional limita o nível de customização, o core banking da Celcoin oferece controle sobre produtos, processos e experiência do cliente, com conformidade regulatória automatizada.

Por que evitar contas-bolsão?

Contas-bolsão violam regulamentações do Banco Central porque misturam patrimônio de clientes com recursos da instituição. As novas normas caminham para proibir essa prática. A Celcoin trabalha com contas individualizadas desde o início, o que garante segregação adequada de recursos e conformidade com as exigências regulatórias, protegendo a instituição e os clientes finais.

Quais obrigações regulatórias a Celcoin cumpre automaticamente?

A infraestrutura da Celcoin automatiza os principais reportes regulatórios exigidos pelo Banco Central e pela SUSEP. Isso inclui CCS diário, CADOCs e COSIF mensais, DIMP para instituições de pagamento e integrações diretas com RSFN e SPB. O sistema também suporta a fase 4 de Open Finance e acompanha futuras evoluções do Pix obrigatório, mantendo a empresa em linha com a regulação.

É possível migrar de outra solução para a Celcoin? Quanto tempo leva?

A Celcoin possui equipe especializada em migrações a partir de diferentes provedores de BaaS e de core banking. O tempo de projeto varia de cerca de 1 semana, em integrações simples, até 3 meses, em operações complexas com múltiplas dependências. A duração depende do volume transacional, da arquitetura atual e da disponibilidade da equipe técnica do cliente.

Qual o custo de implementação do core banking da Celcoin?

A Celcoin utiliza modelo de remuneração transacional e elimina custos de setup elevados comuns no mercado. Esse modelo aproxima o investimento do crescimento real do negócio e permite iniciar a migração sem grandes desembolsos iniciais. Em volumes elevados, os custos operacionais tendem a ser menores do que em soluções BaaS tradicionais.

A migração de BaaS para core banking próprio cria uma oportunidade para reduzir custos, aumentar o controle operacional e elevar o nível de conformidade regulatória. O framework de 6 fases, combinado com a estratégia de Shadow Ledger e com a parceria com a Celcoin, oferece uma rota estruturada para uma transição segura. Com redução do TCO e infraestrutura preparada para novas exigências regulatórias e de mercado, empresas fortalecem sua posição no sistema financeiro brasileiro. Inicie sua migração com a solução full stack da Celcoin e converta exigências regulatórias em vantagens competitivas sustentáveis.