Principais lições deste artigo
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O embedded finance no Brasil tende a crescer em 2026, impulsionado por Pix, Open Finance e a Resolução Conjunta BCB/CMN nº 16/2025.
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Empresas não financeiras como varejistas, ERPs e marketplaces monetizam via POS Credit, splits, float de saldo e cartões white label, elevando o ARPU.
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Setores específicos aplicam estratégias diferentes, como varejo com private label, ERPs com contas embutidas e marketplaces com core banking para fidelização e receita recorrente.
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Boas práticas incluem usar BaaS full stack com compliance integrado e evitar erros como fornecedores fragmentados e riscos regulatórios relacionados ao MED 2.0 e à LGPD.
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A Celcoin oferece solução completa com APIs modulares, conformidade e casos reais como Neon e PagSeguro. Veja como a Celcoin garante conformidade regulatória.
O que são empresas não financeiras e por que monetizar serviços bancários?
Empresas não financeiras são organizações que não possuem licenças bancárias próprias, como uma Instituição de Pagamento ou autorização direta do Banco Central. Esse grupo inclui grandes varejistas, ERPs, marketplaces, plataformas B2B e empresas de tecnologia que desejam integrar serviços financeiros aos seus produtos principais.
Essas empresas enfrentam dores regulatórias relevantes, especialmente após as Resoluções 494 a 498 do Banco Central, que proibiram estruturas irregulares ligadas a Pix e aumentaram exigências de capital mínimo. Os custos de desenvolvimento interno são altos, e a dependência de múltiplos fornecedores fragmentados aumenta a complexidade operacional.
As tendências para 2026 incluem a implementação do Sistema de Liquidação de Credenciadoras (SLC) da Nuclea e a expansão do Open Finance para pessoas jurídicas. Esse cenário cria novas oportunidades de monetização com BaaS regulado e com menor risco de sanções.
A Celcoin oferece infraestrutura regulada para empresas não financeiras que buscam monetizar serviços bancários sem obter licença própria. Conheça o Banking da Celcoin para embedded finance.
Principais formas de monetização: playbook prático
Empresas não financeiras podem aplicar oito estratégias principais para monetizar infraestrutura financeira e serviços bancários.
1. POS Credit (crédito no ponto de venda): oferecer financiamento instantâneo durante o checkout gera ROI por transação por meio de spreads e taxas de originação.
2. Split de pagamentos: marketplaces que seguem o modelo do iFood dividem automaticamente pagamentos entre participantes e cobram taxa sobre o volume transacionado.
3. Float de saldo: remunerar saldos mantidos em contas digitais permite capturar o spread entre a taxa paga ao cliente e o rendimento das aplicações financeiras.
4. Antecipação de recebíveis: antecipar valores a receber mediante desconto gera receita por meio de taxas de antecipação.
5. Cartões white label: emitir cartões com marca própria cria receita com anuidades, taxas de intercâmbio e juros rotativos.
6. Crédito embutido: integrar crédito à jornada do cliente, usando dados transacionais para análise de risco, aumenta a conversão e o ticket médio.
7. Pix splits: oferecer divisão automática de pagamentos via Pix permite cobrar taxa fixa ou percentual sobre as transações processadas.
8. Remuneração de saldo: pagar rendimento competitivo em contas digitais gera margem financeira e aumenta a retenção de clientes.
Estratégias por setor: varejo, ERPs e marketplaces
Varejo: grandes varejistas podem implementar cartões private label e aplicativos financeiros, internalizando crédito no ponto de venda para aumentar o ticket médio e fidelizar clientes. Soluções de Pix e cartões white label capturam parte relevante do valor financeiro antes terceirizado para bancos e adquirentes.
ERPs: sistemas de gestão que integram contas digitais embutidas diretamente na plataforma podem passar a oferecer pagamentos automatizados, gestão de fluxo de caixa e serviços bancários para clientes empresariais. Essa integração cria nova linha de receita e aumenta a retenção por meio de automações bancárias difíceis de replicar.
Marketplaces: plataformas evoluíram de meio de pagamento para banco digital completo, com contas, empréstimos e cartões apoiados em core banking escalável. Esse movimento gera receita recorrente e fortalece o relacionamento com vendedores e compradores.
O principal desafio regulatório envolve estruturas irregulares ligadas a contas de pagamento, proibidas pelas Resoluções 494 a 498 de 2025, que exigem conformidade com Banco Central e SUSEP por meio de infraestrutura regulada.
Melhores práticas, erros comuns e riscos regulatórios
Melhores práticas incluem:
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Adotar BaaS full stack: centralizar contas, pagamentos, cartões e crédito em um único parceiro regulado.
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Calcular ROI por produto: medir receita por transação, custo de aquisição e impacto em ARPU e LTV.
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Implementar compliance desde o início: estruturar KYC, AML, relatórios regulatórios e governança de dados já na fase de desenho da solução.
Erros comuns:
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Ignorar conformidade regulatória: operar fora do escopo autorizado aumenta risco de multas e interrupções.
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Usar sistemas legados monolíticos: limitar a escalabilidade e dificultar a criação de novos produtos financeiros.
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Subestimar a integração com múltiplos fornecedores: aumentar custo de coordenação, tempo de projeto e pontos de falha.
Riscos regulatórios para 2026: não conformidade com novas normas do Open Finance, violações da LGPD em compartilhamento de dados e exposição a fraudes que geraram prejuízos de R$ 5,2 bilhões em 2025 no Pix. O MED 2.0 tornou-se obrigatório em fevereiro de 2026 e exige sistemas integrados de prevenção a fraudes.
Empresas que desejam crescer com embedded finance precisam reduzir a dependência de múltiplos fornecedores e priorizar parceiros que ofereçam infraestrutura completa com conformidade regulatória integrada.
Celcoin: solução full stack para monetizar serviços financeiros
A Celcoin oferece um portfólio de licenças e tecnologia proprietária com APIs modulares para empresas reguladas e não reguladas monetizarem infraestrutura financeira e serviços bancários. A solução inclui BaaS para empresas não reguladas, core banking para instituições licenciadas, banco liquidante para subcredenciadoras no SLC da Nuclea, cartão white label e Open Finance e Open Insurance.
Com mais de R$ 30 bilhões em transações mensais, a Celcoin atende casos de sucesso como Neon, PagSeguro em core banking, Sky e PipeImob. A migração ocorre em prazos entre 1 semana e 3 meses, com modelo de remuneração centrado em transações e sem custo de setup inicial elevado.
A tabela abaixo mostra como cada funcionalidade da plataforma Celcoin se converte em benefícios concretos para sua operação, desde redução de custos de integração até proteção contra riscos regulatórios.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria em diferentes jornadas do cliente. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços estáveis em altos volumes e protege a receita. |
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Cobertura de pagamentos e crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Com APIs modulares e conformidade integrada, a plataforma Celcoin atende desde fintechs até grandes varejistas. Explore as funcionalidades da plataforma.
Casos de sucesso reais
Clientes Celcoin como Zé Pagou, Cumbuca, Jota, Magie, Neon, PagSeguro em core banking, BTG Pactual, Banco Pan, Sky e PipeImob apresentam resultados consistentes com modelos de monetização financeira.
Perguntas frequentes
O que é BaaS e como funciona?
Banking as a Service, ou BaaS, permite que empresas não financeiras ofereçam serviços bancários completos usando a infraestrutura e as licenças de uma instituição regulada pelo Banco Central. Essa abordagem dispensa a necessidade de se tornar um banco e reduz barreiras de entrada.
Por que evitar estruturas irregulares ligadas a contas de pagamento?
Estruturas irregulares que misturam patrimônio do cliente com o da empresa violam regras de segregação patrimonial e são proibidas pelas novas normativas do Banco Central. Esse modelo expõe o negócio a riscos regulatórios graves e a possíveis sanções.
Quais obrigações regulatórias a Celcoin cumpre?
A Celcoin mantém conformidade com exigências do Banco Central, incluindo relatórios diários e mensais, conexão direta à RSFN e ao SPB, além de compliance com LGPD, KYC e AML integrados.
Qual o tempo de implementação?
O tempo de implementação varia de 1 semana a 3 meses, de acordo com a complexidade da estrutura existente e a disponibilidade para migração. A Celcoin oferece suporte técnico dedicado durante todo o processo.
É possível migrar de outras soluções?
É possível migrar de outras soluções. A Celcoin conta com equipe especializada em migração e utiliza a mesma base tecnológica para BaaS e core banking, o que facilita a transição sem interrupção operacional.
Conclusão
Empresas não financeiras que monetizam infraestrutura financeira e serviços bancários com embedded finance e BaaS aumentam LTV e criam novas fontes de receita recorrente. O playbook apresentado, aliado à conformidade regulatória e à tecnologia adequada, oferece um caminho claro para implementação.
Descubra essa solução completa para fintechs, bancos digitais, gestoras de fundos, varejistas e ERPs. Entre em contato com a Celcoin para lançar sua estratégia de monetização.


