Guia prático para criar plataformas digitais seguras

Passos para criar um banco digital seguro no Brasil em 2026

Última atualização: 2 de fevereiro de 2026

Principais lições deste artigo

  1. Em 2026, criar um banco digital exige seguir as Resoluções BCB 494-498, com capital mínimo de R$ 1 milhão para Instituições de Pagamento e prazos curtos para autorização.
  2. Usar BaaS permite lançar a operação com rapidez, sem capital regulatório elevado, e migrar depois para licença própria quando a base de clientes crescer.
  3. Ter infraestrutura com Zero Trust, IA para antifraude e arquitetura de microsserviços é essencial para atender à Resolução BCB 538 de cibersegurança.
  4. Cumprir as regras de KYC, AML, relatórios como COSIF e integrar com Pix, Open Finance e SPB é obrigatório,.
  5. A Celcoin oferece solução full stack via BaaS e Core Banking, com APIs modulares e compliance integrado para acelerar o lançamento do banco digital. Descubra agora.

Passo 1: planejamento legal e escolha do modelo regulatório

Definir a licença regulatória é o ponto de partida para criar um banco digital. As Resoluções BCB 494-498 de 2025 exigem que todas as Instituições de Pagamento apresentem pedidos de autorização até 31 de maio de 2026 e eliminam as isenções baseadas em volume.

Para uma Instituição de Pagamento, o capital mínimo exigido é de R$ 1 milhão. Para uma Sociedade de Crédito Direto, o valor começa em R$ 10 milhões e pode ser maior, conforme o escopo da operação. O processo de autorização do BCB pode levar até 360 dias e exige documentação técnica, jurídica e de governança em alto nível de detalhamento.

Iniciar via Banking as a Service é a alternativa mais ágil. A empresa utiliza a licença de um parceiro regulado, reduz o capital mínimo regulatório e simplifica a etapa inicial de compliance. Essa estratégia cria um caminho de migração para licença própria quando a operação atinge escala e maturidade.

Passo 2: infraestrutura tecnológica segura

Construir a infraestrutura com APIs modulares e arquitetura de microsserviços facilita a escalabilidade. Um Core Banking moderno em nuvem oferece mais flexibilidade que sistemas legados monolíticos, permite integrações rápidas e reduz custos operacionais.

A Resolução BCB 538 define regras rígidas de cibersegurança com prazo de adequação até março de 2026. Testes de intrusão anuais por profissionais independentes são obrigatórios, assim como autenticação multifatorial para acessos internos.

Adotar o modelo de Zero Trust, consolidado em 2026, significa verificar acessos de forma contínua, segmentar redes e aplicar privilégio mínimo. Implementar IA para detectar comportamentos suspeitos em tempo real e usar sistemas de prevenção a fraudes com machine learning aumenta a proteção e apoia a conformidade regulatória.

Passo 3: conformidade regulatória e relatórios

Tratar a conformidade regulatória como pilar central reduz riscos desde o início. As obrigações incluem KYC, AML e uma série de relatórios periódicos ao Banco Central. Entre os principais estão CCS, CADOCs, COSIF e DIMP, que exigem dados consistentes e processos bem documentados.

Integrar a operação ao SPB, ao Pix e ao Open Finance é requisito para oferecer serviços completos. Manter a segregação patrimonial dos recursos dos clientes é obrigatório e evita irregularidades. Estruturas que misturam recursos da instituição com recursos de clientes não atendem às normativas atuais.

Passo 4: desenvolvimento da plataforma e produtos

Priorizar um conjunto enxuto de produtos acelera o lançamento. Contas digitais PF e PJ, Pix, transferências P2P, TED, DOC e cartões pré- e pós-pagos formam a base da oferta. A adoção de DDA para pagamento de contas e recargas amplia o uso recorrente da plataforma.

Aplicar uma estratégia de embedded finance e white label permite que varejistas, ERPs e outras empresas ofereçam serviços financeiros dentro de seus próprios canais. Essa abordagem amplia a distribuição, reduz custo de aquisição de clientes e cria novas receitas com parcerias.

Usar Open Finance possibilita personalização avançada com acesso consentido a dados financeiros. Isso melhora a experiência do usuário e torna as ofertas mais alinhadas ao perfil de cada cliente. A integração com Open Insurance abre espaço para incluir seguros digitais no portfólio de forma integrada.

Passo 5: testes, lançamento e escalabilidade

Realizar testes estruturados reduz falhas no lançamento. Ambientes sandbox robustos e simulações de alta carga ajudam a validar estabilidade, performance e segurança. Oferecer documentação clara, SDKs e APIs bem organizadas para os times de tecnologia encurta o ciclo de integração.

Manter continuidade da infraestrutura é essencial para empresas que começam com BaaS e depois migram para licença própria. Plataformas como a Celcoin permitem essa jornada completa, com evolução gradual da operação sem reescrever sistemas centrais.

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes que encurtam ciclos de integração e reduzem esforço de engenharia.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram o lançamento e antecipam a geração de receita.

Distribuição white-label e embutida

Suporte a produtos financeiros com marca própria em canais de parceiros.

Escalabilidade com confiabilidade

Solução em nuvem com alta disponibilidade mantém serviços estáveis em altos volumes e protege a receita.

Cobertura de pagamentos, incluindo crédito

Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com impacto direto em conversão e retenção.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e encurtam ciclos de vendas.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento com IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado.

A Celcoin oferece uma solução full stack que acompanha toda a jornada de evolução do banco digital, do BaaS inicial ao Core Banking para empresas licenciadas. Com mais de R$ 30 bilhões em transações mensais e mais de 6 mil clientes atendidos, a plataforma demonstra escalabilidade e confiabilidade em produção. Descubra essa solução completa para fintechs, bancos digitais, varejistas e ERPs.

Erros comuns e dicas de segurança

Evitar estruturas que misturam patrimônio do cliente com o da instituição reduz risco regulatório imediato. As normas atuais exigem segregação clara de recursos e controles internos consistentes.

Considerar a proteção do FGC como camada adicional de segurança ajuda a comunicar confiança ao cliente. O fundo cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de falência, mas não inclui investimentos em renda variável. Manter segregação patrimonial e implementar controles de prevenção a fraudes desde o início fortalece a operação.

Perguntas frequentes

Qual o custo para montar um banco digital no Brasil?

Os custos variam bastante entre uso de BaaS e obtenção de licença própria. Para uma Instituição de Pagamento, o capital mínimo é de R$ 1 milhão. Para uma Sociedade de Crédito Direto, o valor começa em R$ 10 milhões. Com BaaS, o investimento inicial se concentra em desenvolvimento de produto e integração. O setor bancário brasileiro investiu R$ 47,8 bilhões em tecnologia em 2025, o que indica a escala de recursos necessária para infraestrutura robusta.

Qual o capital mínimo necessário?

Para uma Instituição de Pagamento, o capital mínimo é de R$ 1 milhão. Para uma Sociedade de Crédito Direto, o valor é de R$ 10 milhões ou mais, conforme o escopo da operação. Ao operar via BaaS, não há exigência de capital mínimo regulatório direto para a empresa parceira, o que permite concentrar investimentos em produto e tecnologia.

BaaS vs licença própria: qual escolher?

Usar BaaS permite entrada rápida no mercado sem capital regulatório elevado, o que favorece validação de produto e crescimento inicial. Ter licença própria aumenta o controle sobre a operação e as margens, mas exige capital significativo e estrutura de compliance mais complexa. Uma estratégia comum é iniciar via BaaS e migrar para licença própria quando a escala justificar o investimento.

Quanto tempo para lançar um banco digital?

Com BaaS, o prazo típico varia de 1 semana a 3 meses, dependendo da complexidade da integração. Com licença própria, o processo pode levar até 360 dias para autorização do BCB, além do tempo de desenvolvimento da plataforma. Soluções como a da Celcoin oferecem implementação acelerada com módulos pré-construídos e suporte técnico especializado.

Conclusão

Criar um banco digital no Brasil em 2026 exige planejamento regulatório, disciplina de compliance e infraestrutura tecnológica segura. Os passos apresentados, do modelo regulatório à escalabilidade, formam um roteiro prático para estruturar essa jornada.

A Celcoin atua como parceira nessa construção, com BaaS para entrada rápida e Core Banking para empresas licenciadas. As APIs modulares, o compliance integrado e o suporte especializado ajudam a desenvolver plataformas digitais seguras e escaláveis. Descubra essa solução completa para fintechs, bancos digitais, varejistas e ERPs.