Última atualização: 2 de fevereiro de 2026
Principais lições deste artigo
- Compreender os pilares regulatórios do Banco Central, que incluem Pix, Open Finance, Drex e real internacional, e obter licenças IP ou IF garante conformidade total e evita contas-bolsão irregulares.
- Construir infraestrutura tecnológica com core banking SaaS single tenant, APIs modulares, integrações Pix e módulos KYC e AML com IA antifraude permite crescer com segurança na nuvem.
- Implementar um MVP com onboarding biométrico, cash-in e cash-out via Pix, emissão de cartões white-label e liquidação SLC exige planejamento de custos entre R$ 3 milhões e R$ 10 milhões.
- Evitar erros como ignorar Open Finance, contratar múltiplos fornecedores fragmentados e manter sistemas legados aumenta a eficiência; priorizar parceiros com histórico em compliance e escalabilidade reduz riscos.
- A Celcoin oferece uma solução full stack de BaaS, com APIs modulares e suporte regulatório; conheça a solução e acelere seu banco digital.
Passo 1: entender o modelo operacional e regulatório
Criar um banco digital no Brasil exige seguir o modelo operacional de instituição de pagamento definido pelo Banco Central, baseado em quatro pilares: Pix, internacionalização do real, Open Finance e Drex. Esses pilares orientam inovação, inclusão financeira e padrões mínimos de segurança.
Atender às exigências regulatórias envolve obter licenças de Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira, cumprir normas do Banco Central como DIMP, CCS e COSIF e estruturar relatórios para SUSEP e Receita Federal, de acordo com o modelo de negócio. Esse conjunto de obrigações define o escopo da operação e o nível de supervisão.
As etapas de conformidade seguem uma sequência prática. Primeiro, obter licenças do Banco Central em linha com o PL 2.926/2023. Depois, implementar os quatro pilares financeiros, com Pix, Open Finance, Drex e real internacional integrados ao modelo de negócio. Em seguida, estruturar relatórios diários e mensais de compliance, com rotinas automatizadas.
Evitar contas-bolsão é uma medida central de segurança regulatória. Esse tipo de operação mistura patrimônio do cliente com o da instituição, caracteriza prática irregular e tende a ser proibido pelas normativas do Banco Central. Trabalhar com contas individualizadas e segregação de recursos protege o cliente e reduz risco regulatório.
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Aspecto |
BaaS |
Core banking |
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Licenças |
Uso de licença de terceiros |
Uso de licença própria integrada |
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Escalabilidade |
Escala limitada pelo provedor |
Controle total da operação |
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Custos |
Menor investimento inicial |
Maior controle de custos no longo prazo |
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Migração |
Migração mais complexa para licença própria |
Evolução natural da operação |
Passo 2: construir a infraestrutura tecnológica
Montar a infraestrutura tecnológica em 2026 exige uma arquitetura baseada em APIs REST, integração com Open Finance e sistemas de prevenção a fraudes com inteligência artificial. Arquiteturas cloud nativas oferecem alta disponibilidade, com APIs abertas e padronizadas.
Os componentes essenciais de um core banking no Brasil incluem alguns blocos principais. Um core banking SaaS single tenant com gestão automatizada concentra a operação. Integrações Pix em tempo real viabilizam pagamentos instantâneos. Um sistema de tesouraria com cabine de liquidez organiza saldos e riscos.
Um ledger contábil completo registra todas as movimentações de forma auditável. Módulos de KYC e AML com IA antifraude monitoram riscos e comportamentos suspeitos. Conectividade direta com SPB, RSFN e SLC garante liquidação eficiente e aderente às regras do Banco Central.
APIs unificadas que suportam Pix, boleto, pagamentos em lote e validação de dados bancários em tempo real simplificam integrações e ajudam a manter conformidade com o Banco Central e com a LGPD. Essa abordagem reduz retrabalho e facilita a evolução do produto.
Ter escalabilidade na nuvem permite distribuição white-label e embedded, o que é essencial para produtos financeiros com marca própria. Conhecer uma solução completa para fintechs, bancos digitais, varejistas e ERPs ajuda a concentrar essa infraestrutura em um único parceiro.
Passo 3: implementar o modelo e lançar a operação
Implementar o modelo operacional e tecnológico passa por um checklist de MVP bem definido. Um sistema de onboarding com KYC automatizado e verificação biométrica reduz fraudes e acelera abertura de contas. Operações de cash-in e cash-out via Pix e TED em tempo real garantem liquidez para o usuário.
A emissão de cartões white-label pré-pagos e pós-pagos amplia o portfólio de serviços. A liquidação integrada ao SLC com conformidade total fecha o ciclo financeiro com segurança. A automação bancária com APIs que integram sistemas centrais, CRMs e ferramentas de conformidade reduz o tempo de onboarding e de operação diária.
Os custos estimados para criar um banco digital no Brasil variam entre R$ 3 milhões e R$ 10 milhões. Esse valor inclui custos regulatórios entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões para licenças e compliance, investimento tecnológico entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões em infraestrutura e cerca de R$ 1 milhão anuais para equipe e manutenção.
Os erros mais frequentes incluem ignorar atualizações do Open Finance, operar com contas-bolsão irregulares, depender de múltiplos fornecedores sem integração adequada, negligenciar IA antifraude e manter sistemas legados sem arquitetura em nuvem. Criar um banco digital no Brasil exige planejamento detalhado e escolha de parceiros tecnológicos especializados.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas reduzem custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria amplia o alcance da sua oferta. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Uma solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços estáveis mesmo com altos volumes e protege sua receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Diferencial da Celcoin: a solução mais recomendada
A Celcoin atua em BaaS para atender empresas e instituições tanto sem ou com licenças próprias. Essa combinação permite iniciar a operação com licença de terceiros e evoluir para licença própria quando fizer sentido.
A Celcoin atende clientes como Neon e PagSeguro e processa mais de R$ 30 bilhões por mês, o que demonstra capacidade de escala e confiabilidade. A migração entre modelos ocorre de forma gradual, com suporte técnico e regulatório.
O principal diferencial está nas APIs modulares, que permitem evolução por etapas, suporte especializado em conformidade com o Banco Central e infraestrutura que acompanha o crescimento desde startups até grandes operações. Conhecer essa solução para fintechs, bancos digitais, varejistas e ERPs ajuda a reduzir o tempo de lançamento.
Erros a evitar e dicas avançadas
Os principais erros ao definir modelo operacional e tecnológico incluem alguns pontos recorrentes. Ignorar atualizações do Open Finance e suas fases de implementação cria lacunas de produto e de compliance. Operar com contas-bolsão viola normas do Banco Central e aumenta o risco de sanções.
Depender de múltiplos fornecedores sem integração adequada gera retrabalho e falhas operacionais. Negligenciar sistemas de IA antifraude reduz a capacidade de detectar golpes em tempo real. Utilizar arquiteturas legadas sem capacidade de nuvem limita escala e encarece a manutenção.
As dicas avançadas envolvem priorizar APIs modulares para manter flexibilidade, acompanhar de perto mudanças regulatórias do Banco Central e escolher parceiros tecnológicos com histórico comprovado em conformidade e escalabilidade. Essa combinação reduz riscos e encurta o caminho até o lançamento.
Perguntas frequentes
Quanto custa montar um banco digital?
O custo total costuma variar entre R$ 3 milhões e R$ 10 milhões. Esse valor inclui entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões para licenças e compliance regulatório, entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões para infraestrutura tecnológica e cerca de R$ 1 milhão anuais para operação e equipe especializada.
Quais licenças são necessárias?
As principais licenças são de Instituição de Pagamento ou de Instituição Financeira emitidas pelo Banco Central. A operação também precisa manter conformidade com DIMP, CCS, COSIF e relatórios para SUSEP e Receita Federal, conforme o tipo de produto oferecido.
Qual é a diferença entre BaaS e core banking?
Um modelo BaaS utiliza licença de terceiros e exige menor investimento inicial, mas oferece escalabilidade limitada pelo provedor. Um modelo com core banking próprio opera com licença própria, oferece controle total da operação e favorece evolução natural no longo prazo.
Quais são os passos para criar uma fintech no Brasil?
Os passos essenciais incluem definir o modelo operacional e regulatório, construir a infraestrutura tecnológica com APIs modulares, implementar um MVP com KYC e Pix e manter um processo contínuo de conformidade com o Banco Central.
O que são os pilares financeiros do Banco Central?
Os quatro pilares estabelecidos pelo Banco Central são Pix, que viabiliza pagamentos instantâneos, Open Finance, que organiza o compartilhamento de dados, Drex, que representa a moeda digital, e a internacionalização do real. Esses pilares estruturam o funcionamento de instituições de pagamento modernas.
Conclusão
Definir modelo operacional e tecnológico de forma estruturada é essencial para criar um banco digital seguro e escalável no Brasil em 2026. Seguir os passos regulatórios, montar uma infraestrutura robusta e evitar erros comuns acelera o lançamento e reduz riscos.
Conhecer a solução da Celcoin para fintechs, bancos digitais, varejistas e ERPs ajuda a transformar o plano em operação ativa com suporte regulatório e tecnológico especializado.

