Principais lições deste artigo
- Conformidade como estratégia: seguir as regras de emissão de CCBs em 2026 reduz riscos regulatórios e facilita o acesso a funding, parcerias institucionais e programas de fomento.
- Novo papel das SCDs e dos CCCBs: estruturas como Sociedade de Crédito Direto e Certificados de Cédula de Crédito Bancário ampliam a liquidez das carteiras e organizam a venda de créditos para fundos.
- Pressão sobre fintechs e varejistas: aumento de capital mínimo, prazos mais curtos de regularização e novos limites operacionais exigem ajustes rápidos em tecnologia, governança e segurança.
- Tecnologia como viabilizadora: APIs, automação, inteligência artificial e parceiros especializados permitem implementar controles, relatórios e trilhas de auditoria com escala.
- Apoio da Celcoin: a infraestrutura de crédito da Celcoin ajuda empresas a emitir CCBs e CCCBs em conformidade, reduzir complexidade operacional e escalar suas operações de crédito.
Introdução: a relevância da conformidade regulatória para o mercado de crédito em 2026
A conformidade regulatória na emissão de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) se consolidou em 2026 como requisito central para operar com crédito de forma sustentável. As mudanças entre 2025 e 2026 redefiniram o modelo de atuação de fintechs, varejistas e gestoras de fundos que estruturam ou distribuem crédito.
Empresas que tratam a conformidade como parte da estratégia, e não apenas como obrigação, reduzem o risco de sanções, ampliam sua credibilidade e aumentam a chance de acessar funding estruturado e programas públicos de apoio ao crédito.
O impacto das novas regulamentações do Banco Central
As regras publicadas em 2025 elevaram o padrão de exigência em governança, segurança cibernética e gestão de riscos. As instituições precisam demonstrar capacidade técnica, trilhas de auditoria e controles contínuos para manter a autorização de operação.
Esse ambiente favorece quem organiza processos, monitora riscos em tempo quase real e documenta a aderência às normas em cada etapa do ciclo de crédito.
Entendendo as CCBs e a importância da conformidade em 2026
As CCBs são títulos executivos extrajudiciais que formalizam operações de crédito, conferindo segurança jurídica às partes. Em 2026, seu papel é ainda mais relevante pela maior integração com estruturas de securitização e com o mercado de capitais.
O arcabouço regulatório atual é definido principalmente pelas resoluções CMN nº 5.237 e BCB nº 495, que atualizam critérios para constituição e funcionamento de Sociedades de Crédito Direto (SCDs) e processos de autorização.
As novas obrigações para instituições de pagamento não reguladas
A Resolução BCB nº 429 equiparou instituições de pagamento não reguladas a instituições financeiras tradicionais. Desde julho de 2025, essas empresas passaram a seguir padrões de compliance, governança e transparência mais próximos aos aplicados a bancos.
Para muitas fintechs que emitiam ou estruturavam crédito com menos exigências, esse movimento significou a necessidade de buscar licenças, ajustar controles ou se associar a parceiros regulados para continuar emitindo CCBs.
O papel das SCDs e os Certificados de Cédula de Crédito Bancário (CCCBs)
A autorização para que SCDs emitam Certificados de Cédula de Crédito Bancário (CCCBs) permitiu consolidar diversas CCBs em um único certificado negociável. Isso simplifica a venda de carteiras para fundos de investimento e securitizadoras.
As SCDs podem permanecer como custodiante das operações mesmo após a cessão dos créditos, o que permite seguir acessando programas como Pronampe e FGI e manter relacionamento com os tomadores.
Panorama e tendências: como a tecnologia redefine a emissão de CCBs
O ecossistema de crédito em 2026 combina supervisão mais intensa com uso ampliado de dados e automação. As prioridades regulatórias para 2025-2026 incluem estudo dos riscos e impactos do uso de inteligência artificial pelas instituições financeiras, o que tende a orientar novos ajustes de regras nos próximos anos.
Empresas que unem tecnologia de avaliação de risco, gestão de dados e trilhas de auditoria estruturadas conseguem operar com mais escala, mantendo aderência às exigências do regulador.
Tokenização e inteligência artificial aplicadas ao crédito
O Banco Central incluiu a tokenização de ativos financeiros entre os temas a serem regulados, o que abre espaço para representação digital de recebíveis e CCBs em redes baseadas em blockchain.
Ao mesmo tempo, soluções de inteligência artificial permitem análise de risco mais granular, desenho de políticas de crédito segmentadas e monitoramento contínuo de inadimplência, desde que apoiadas por controles e governança de dados adequados.
Antecipação de prazos e aumento do capital mínimo para fintechs
O prazo final para empresas não autorizadas solicitarem regularização foi antecipado de dezembro de 2029 para maio de 2026, o que acelera decisões estratégicas de muitas fintechs.
Além disso, foi definido capital mínimo de R$ 15 milhões para instituições de pagamento, estabelecendo uma barreira financeira mais alta, mas também aumentando a confiança no setor regulado.
Melhores práticas e estratégias para a conformidade na emissão de CCBs
Uma operação de crédito em conformidade exige processos claros, monitoramento contínuo e registro estruturado de dados em todas as etapas da jornada, da originação à cobrança.
- Controles internos: políticas de crédito documentadas, segregação de funções e revisões periódicas reduzem falhas e conflitos de interesse.
- Monitoramento e relatórios: sistemas que geram alertas, trilhas de auditoria e relatórios automáticos facilitam inspeções e consultas do regulador.
- Auditorias independentes: revisões técnicas periódicas validam a robustez de processos, modelos de risco e infraestrutura de segurança.
Integração tecnológica para gestão de riscos
Plataformas integradas de crédito permitem acompanhar cada CCB emitida, com registro de dados, documentos e eventos relevantes de forma estruturada.
APIs conectadas a bureaus de crédito, soluções antifraude e motores de decisão permitem análise mais precisa de risco e automação de etapas críticas, sem perder rastreabilidade.
A importância de parceiros tecnológicos alinhados às normas do Banco Central
A complexidade regulatória, somada a limites como o teto de R$ 15.000 por operação de Pix ou TED para fintechs não autorizadas, leva muitas empresas a buscar parceiros com infraestrutura já autorizada.
Esses parceiros oferecem licenças, trilhas de auditoria, relatórios e módulos de segurança prontos, liberando fintechs, varejistas e gestoras para focar em distribuição, oferta e experiência do cliente.
|
Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
|
APIs Modulares |
Integrações mais rápidas, reduzindo custos e prazos de desenvolvimento. |
|
Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
|
Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade. |
|
Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
|
Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança. |
|
Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
|
Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, melhorando conversão e retenção. |
|
Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
|
Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
|
Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Erros comuns a evitar na jornada de conformidade regulatória
Subestimar a complexidade técnica e regulatória costuma gerar retrabalho, custos elevados de correção e risco de interrupção das operações.
As falhas mais frequentes incluem integração deficiente entre sistemas legados e novas plataformas, ausência de trilhas completas de auditoria e pouca formalização de políticas de crédito, cobrança e tratamento de dados.
Consequências da não conformidade
A negligência regulatória pode resultar em multas, restrições operacionais, perda de licenças e dificuldade de acesso a funding institucional. Além disso, danos de reputação afetam parcerias comerciais e relacionamento com clientes.
Na prática, o custo de remediar falhas graves costuma superar o investimento necessário para estruturar controles e sistemas adequados desde o início.
Segurança cibernética e laudos técnicos
O Banco Central pode exigir laudos técnicos emitidos por empresas independentes para comprovar o cumprimento dos requisitos de segurança, o que torna necessário ter arquitetura de segurança documentada e auditável.
Empresas que tratam segurança cibernética como parte da estratégia de risco reduzem exposição a fraudes, vazamentos de dados e interrupções de serviço.
Celcoin: apoio à conformidade e à emissão de CCBs em 2026
A Celcoin oferece infraestrutura tecnológica para originação, formalização, gestão e cobrança de crédito, com processos estruturados para atender às exigências do Banco Central na emissão de CCBs e CCCBs.
Infraestrutura de crédito: da originação à cobrança
A plataforma da Celcoin integra análise de risco, formalização automatizada de CCBs por meio de SCD, gestão de carteira e módulos de cobrança. Essa abordagem reduz pontos de falha, centraliza dados relevantes e facilita a geração de relatórios regulatórios.
Para gestoras de fundos, a solução oferece acesso a múltiplos originadores. Para fintechs e varejistas, disponibiliza a base regulatória e operacional necessária para estruturar ofertas de crédito sem implantar toda a infraestrutura internamente.
Vantagens competitivas da parceria com a Celcoin
As APIs modulares encurtam o tempo de integração e permitem adaptar fluxos de crédito a diferentes modelos de negócio, mantendo trilhas de auditoria e controles de risco.
A Celcoin também apoia a estruturação de operações com CCCBs e a conexão com programas de fomento, o que amplia alternativas de funding para instituições conformes.
Perguntas frequentes sobre conformidade regulatória e emissão de CCBs
Como as novas regras de conformidade regulatória afetam a emissão de CCBs em 2026?
As novas regras reforçam a necessidade de controles de segurança, trilhas de auditoria e documentação completa do ciclo de crédito. Em paralelo, a possibilidade de emissão de CCCBs por SCDs torna a carteira mais atrativa para investidores e facilita o acesso a funding estruturado.
Quais são os principais desafios para fintechs e varejistas na adequação às novas regulamentações?
Fintechs enfrentam prazos menores para regularização, exigência de capital mínimo e limites operacionais mais rígidos. Varejistas precisam conectar sistemas legados a plataformas de crédito e compliance modernas. Em ambos os casos, o desafio é combinar atualização tecnológica com governança e segurança alinhadas ao regulador.
De que forma os Certificados de Cédula de Crédito Bancário (CCCBs) impactam a liquidez e a venda de créditos para fundos de investimento?
Os CCCBs permitem agrupar diversas CCBs em um único certificado negociável, o que simplifica a avaliação por parte de fundos e securitizadoras. Isso amplia a liquidez da carteira e viabiliza a reciclagem de capital para novas originações.
Qual o papel da Sociedade de Crédito Direto (SCD) no cenário regulatório atual da emissão de CCBs?
As SCDs formalizam juridicamente as operações via emissão de CCBs e, em muitos casos, estruturam a emissão de CCCBs. Para fintechs e varejistas que não possuem licença própria, parcerias com SCDs são um caminho para manter conformidade regulatória e acesso a instrumentos de funding.
Conclusão: como navegar a nova era da emissão de CCBs com apoio tecnológico
A emissão de CCBs em 2026 exige que fintechs, varejistas e gestoras combinem tecnologia, processos e governança para cumprir exigências regulatórias e, ao mesmo tempo, manter eficiência operacional.
Ao trabalhar com infraestrutura especializada de crédito, como a da Celcoin, as empresas conseguem reduzir a complexidade da adequação regulatória, organizar a emissão de CCBs e CCCBs e estruturar operações de crédito prontas para crescer com segurança.

