Principais lições deste artigo
- Planejamento regulatório antecipado reduz atrasos, custos adicionais e risco de sanções no lançamento de produtos financeiros.
- Enquadrar corretamente o produto em SCD, IP ou outro tipo de instituição orienta licenças, governança e controles obrigatórios.
- Processos estruturados de KYC, KYP, LGPD e Open Finance aumentam a segurança contra fraudes e garantem o uso adequado de dados.
- Infraestrutura tecnológica com BaaS e CaaS simplifica a conformidade contínua e acelera o time to market de crédito e pagamentos.
- Parcerias com a Celcoin permitem lançar produtos de crédito e pagamento com compliance embarcado; fale com nossos especialistas para avaliar a melhor estrutura para sua operação.
Estruture seus produtos financeiros com a infraestrutura de crédito completa da Celcoin e incorpore conformidade regulatória desde o início. Solicite uma demonstração.
Passo 1: entendendo o cenário regulatório brasileiro para produtos financeiros
A importância do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Conselho Monetário Nacional (CMN)
O BACEN e o CMN definem as regras centrais para qualquer produto financeiro no Brasil. Suas resoluções tratam de autorização, capital, governança, prevenção a ilícitos e proteção ao consumidor. O portal oficial do BCB concentra normas e atualizações que precisam ser acompanhadas com frequência.
Empresas que lançam produtos financeiros precisam de monitoramento regulatório contínuo e interpretação especializada das normas. A falta de alinhamento gera riscos de multas, suspensão de operações e necessidade de reestruturação de produtos já lançados.
Leis e resoluções recentes que impactam o lançamento de produtos de crédito
O ambiente regulatório de 2026 consolida mudanças trazidas por normas recentes. A Lei nº 15.252/2025 reforçou direitos de usuários de serviços financeiros, exigindo autorização individualizada para débito automático e proibindo aumentos não solicitados de limites de crédito, o que influencia diretamente modelos de cartões e crédito rotativo.
A Resolução CMN nº 5.272/2025 trata do uso de recursos de regimes próprios de previdência social e restringe a exposição a determinados ativos. A Resolução Conjunta nº 14/2025 estabeleceu limite mínimo de capital social para instituições financeiras, tema central no desenho de estruturas societárias.
A Resolução BCB nº 522/2025 atualizou regras de prestação de serviços de pagamento em arranjos, ponto essencial para IPs e SCDs. Já a Resolução Conjunta nº 16/2025 disciplinou a oferta de Banking as a Service por instituições financeiras e de pagamento, impactando modelos white-label e embedded finance.
Pontos de atenção para lidar com as constantes mudanças regulatórias
Produtos financeiros precisam ser desenhados com espaço para ajustes rápidos a novas normas. Controles de compliance, jurídico e risco devem acompanhar alterações regulatórias desde a fase de concepção do produto até o pós-lançamento.
A infraestrutura da Celcoin acompanha essas mudanças e já incorpora os requisitos regulatórios relevantes, o que reduz retrabalho e permite que sua equipe concentre esforços em experiência do usuário e diferenciação de produto.
Passo 2: avaliação de riscos e enquadramento regulatório do produto
Identificação do tipo de instituição e licenças necessárias
Definir se sua operação exige estrutura de Sociedade de Crédito Direto (SCD), Instituição de Pagamento (IP) ou outro tipo de instituição orienta toda a estratégia regulatória. Cada categoria possui requisitos específicos de capital, governança, controles internos e reporte ao BACEN.
Empresas sem licença própria podem operar por meio de parcerias com infraestruturas licenciadas, como a Celcoin, utilizando licenças existentes para ofertar crédito e pagamentos. Esse modelo reduz investimento inicial, simplifica a gestão regulatória e acelera a entrada em produção.
Análise de risco jurídico e de compliance para mitigar vulnerabilidades
Uma due diligence regulatória estruturada reduz vulnerabilidades antes do lançamento. Essa análise precisa considerar leis de defesa do consumidor, regras de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, normas de proteção de dados e exigências setoriais específicas.
É importante mapear riscos em quatro frentes principais: riscos regulatórios, operacionais, tecnológicos e reputacionais. A partir desse mapa, controles, políticas e rotinas de monitoramento são definidos de forma objetiva.
Passo 3: otimizando a jornada do cliente e a coleta de dados com conformidade
KYC (know your customer) e KYP (know your partner): a base da segurança e da prevenção de fraudes
Processos de KYC e KYP bem desenhados reduzem fraudes e suportam decisões de crédito mais consistentes. Esses processos costumam incluir:
- Verificação documental com checagem automática de autenticidade.
- Análise de histórico e perfil de risco com dados de crédito e comportamento transacional.
- Validação biométrica e conferência de identidade em tempo real.
- Monitoramento contínuo de clientes e parceiros, com alertas para padrões suspeitos.
A automação via APIs especializadas reduz custo operacional, encurta a jornada de onboarding e ajuda a manter consistência nos critérios de aprovação.
Consentimento e privacidade de dados (LGPD) no contexto do Open Finance
A aderência à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é central na modelagem de qualquer produto financeiro baseado em dados. No Open Finance, a gestão de consentimento ganha ainda mais relevância, pois envolve compartilhamento de dados sensíveis entre instituições.
O consentimento deve ser claro, granular e revogável. Controles de gestão de consentimento precisam registrar quais dados foram autorizados, por qual período e para qual finalidade, com trilhas de auditoria acessíveis.
A importância das integrações para uma validação eficiente e segura
Integrações com bureaus de crédito, provedores de identidade, bases públicas e ferramentas antifraude aumentam a precisão da análise e reduzem atrito na jornada do usuário. Um desenho de arquitetura orientado a APIs facilita substituições e ajustes de provedores conforme o produto evolui ou o cenário regulatório muda.
Passo 4: estrutura tecnológica e operacional para conformidade contínua
Banking as a Service (BaaS) e Credit as a Service (CaaS): inovação sob medida
Soluções de BaaS e CaaS, como as da Celcoin, oferecem infraestrutura tecnológica e regulatória pronta para uso. Esse modelo permite criar contas de pagamento, ofertar crédito, processar cobranças e integrar meios de pagamento sem montar toda a estrutura regulatória do zero.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs Modulares |
Integrações mais rápidas, reduzindo custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, melhorando conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Monitoramento e relatórios de compliance para auditorias eficientes
Monitoramento contínuo e relatórios estruturados facilitam auditorias internas e externas. Sistemas de compliance devem oferecer dashboards, trilhas de auditoria, alertas de exceção e relatórios regulatórios padronizados.
Com esses recursos, a empresa responde mais rápido a fiscalizações, identifica desvios de comportamento e ajusta políticas sem interromper a operação.
Passo 5: publicidade transparente e custos efetivos totais (CET)
Transparência na comunicação com o cliente e a Lei nº 15.252/2025
Comunicação clara sobre custo efetivo total é requisito central em produtos de crédito. A Lei nº 15.252/2025 reforçou a obrigação de destacar CET e taxas de juros, além de proibir práticas que estimulem endividamento excessivo.
Materiais comerciais e contratos devem apresentar, de forma visível:
- CET e juros em termos anuais e mensais, quando aplicável.
- Tarifas adicionais e condições de parcelamento.
- Consequências de inadimplência, inclusive encargos e impacto no crédito.
Advertências sobre riscos e a importância da educação financeira
Adicionar alertas sobre riscos de endividamento e orientar o uso responsável de crédito melhoram a experiência do cliente e reduzem conflitos. Conteúdos simples de educação financeira, integrados à jornada do usuário, ajudam na compreensão de taxas, prazos e compromissos assumidos.
Essa abordagem fortalece a confiança na marca e reduz reclamações, chargebacks e litígios.
Próximos passos para sua empresa: inove com segurança e conformidade
Estruturar produtos financeiros em 2026 exige visão integrada de regulação, risco, tecnologia e experiência do cliente. Soluções de Banking as a Service e Credit as a Service permitem ampliar o portfólio de crédito e pagamentos com base em infraestrutura já testada e em conformidade.
A infraestrutura da Celcoin cobre originação, análise, formalização, gestão de carteira e cobrança com requisitos regulatórios incorporados ao desenho da solução. Sua empresa pode focar na proposta de valor e na aquisição de clientes enquanto se apoia em uma base tecnológica e regulatória consolidada.
Conheça a infraestrutura de crédito completa da Celcoin e estruture sua operação com segurança regulatória. Converse com nossos especialistas em conformidade.
Perguntas frequentes (FAQ)
Qual o papel do Banco Central no lançamento de novos produtos financeiros?
O Banco Central do Brasil é o órgão que autoriza, supervisiona e define as regras para instituições financeiras e de pagamento. No lançamento de produtos, o BACEN avalia se a instituição cumpre requisitos de capital, governança, controles internos e proteção ao consumidor. Também acompanha relatórios periódicos para verificar se o produto continua alinhado às normas em vigor.
O que significa conformidade legal e regulatória para fintechs?
Para fintechs, conformidade significa operar de acordo com leis, resoluções e normas emitidas por órgãos como BACEN, CMN e CVM. Isso inclui licenças adequadas, políticas de KYC e AML, proteção de dados sob LGPD, transparência comercial e estruturação correta de crédito e pagamentos. O objetivo é reduzir riscos jurídicos, financeiros e de imagem, mantendo espaço para crescimento sustentável.
Como a Celcoin ajuda empresas a garantirem a conformidade no lançamento de produtos financeiros?
A Celcoin oferece infraestrutura tecnológica e financeira que já contempla requisitos de KYC, AML, LGPD e reportes regulatórios. Por meio de APIs modulares, as empresas podem usar licenças de IP e SCD da Celcoin quando aplicável e se apoiar em controles de risco, prevenção à fraude e trilhas de auditoria já implementados. Isso reduz complexidade regulatória e acelera o lançamento de produtos.
Quais são os principais riscos de não seguir a conformidade regulatória em produtos financeiros?
Descumprir exigências regulatórias expõe a empresa a multas, restrições de funcionamento e perda de licença. Também aumenta a chance de ações judiciais, reclamações públicas e perda de confiança de clientes e parceiros. Esses fatores dificultam a captação de recursos e podem comprometer a continuidade da operação.
Como as recentes mudanças regulamentais de 2025 afetaram o lançamento de novos produtos de crédito?
As mudanças de 2025 ampliaram a proteção ao consumidor e exigiram maior transparência em crédito e serviços financeiros. A Lei nº 15.252/2025 demandou ajustes em processos de autorização de débitos automáticos, gestão de limites de crédito e comunicação de custos. Empresas que revisaram contratos, sistemas e materiais comerciais se adequaram com mais rapidez e conseguiram manter seus planos de produto sem interrupções.
Para estruturar ou revisar sua oferta de crédito com base nesse cenário, utilize a infraestrutura de crédito da Celcoin e simplifique a jornada de conformidade. Fale com um parceiro Celcoin.
