Principais lições deste artigo
- Entendimento do Bacen: conhecer os conceitos de Instituição de Pagamento, SCD, SEP, arranjos de pagamento e SPB é o primeiro passo para estruturar qualquer operação financeira em 2026.
- Licenças adequadas: escolher entre IP, SCD, SEP e outras autorizações depende do modelo de negócio, nível de risco assumido e estratégia de oferta de produtos.
- Processo de autorização: planejar capital, governança, compliance e tecnologia desde o início reduz retrabalho e acelera a análise do Banco Central.
- Gestão de riscos regulatórios: evitar operações irregulares e acompanhar mudanças normativas protege a marca, o negócio e os clientes.
- Parceria tecnológica: soluções como o Banking da Celcoin ajudam a cumprir exigências regulatórias enquanto a empresa foca em produto e crescimento.
Função do Banco Central e os conceitos essenciais de licenciamento
O Banco Central organiza e fiscaliza o sistema financeiro brasileiro, garantindo segurança, estabilidade e concorrência. Qualquer estratégia de fintech, varejista ou ERP que envolva serviços financeiros precisa partir desse entendimento.
Alguns conceitos são estruturantes:
- Instituição de Pagamento (IP): entidade que presta serviços de pagamento sem concessão de crédito ou captação de depósitos à vista. Abrange quatro tipos principais: emissor de moeda eletrônica, emissor de instrumento pós-pago, credenciador e iniciador de pagamentos.
- Sociedade de Crédito Direto (SCD) e Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP): fintechs de crédito que intermediam operações com recursos próprios no caso das SCDs e de terceiros no caso das SEPs. Essas instituições não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
- Arranjos de pagamento: conjunto de regras e procedimentos que organizam a prestação de serviços de pagamento entre usuários finais. O Pix é um arranjo que exige adesão formal ao Bacen.
- Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB): infraestrutura pela qual são processadas e liquidadas operações financeiras de grande volume e valor. A integração adequada ao SPB é determinante para eficiência e conformidade.
APIs que apenas conectam sistemas, sem movimentar recursos de terceiros diretamente, em regra, não exigem autorização do Banco Central, mas precisam respeitar normas de segurança e proteção de dados.
Tipos de licenças essenciais e sua evolução no cenário regulatório
A autorização do Banco Central é um filtro central para a entrada de novos players. O processo pode chegar a 360 dias e avalia modelo de negócios, governança, capacidade financeira e controles de risco.
- Autorização para Instituição de Pagamento (IP): a Resolução BCB nº 494/2025 atualiza a Resolução 80/2021 e determina que IPs solicitem autorização prévia para atuar, já indicando todas as modalidades desejadas. Instituições que movimentam volumes significativos, como acima de R$ 500 milhões, precisam de autorização formal, enquanto outras operações podem ter prazos graduais de enquadramento.
- SCD e SEP: fintechs de crédito seguem a Resolução CMN nº 5050/2022, que exige políticas claras de crédito, critérios de risco, controles contábeis e estrutura de prevenção à lavagem de dinheiro (PLD) e financiamento do terrorismo.
- Emissão de cartões e participação no Pix: dependem de enquadramento como instituição financeira ou IP, além de ajustes tecnológicos e contratuais com os arranjos de pagamento envolvidos.
- Contas digitais via IP: IPs podem ofertar contas de pagamento e outros serviços transacionais sem licença bancária tradicional, mas essas contas não contam com proteção do FGC.
Melhores práticas para o cadastro e licenciamento no Banco Central
O planejamento antecipado aumenta a chance de aprovação e reduz ajustes durante a análise do Bacen. Alguns passos costumam ser decisivos.
- Análise de viabilidade e plano de negócios: demonstrar mercado-alvo, diferenciais, projeções financeiras e riscos oferece clareza sobre a sustentabilidade da operação.
- Estrutura societária e governança: definir sócios, conselheiros e executivos com experiência compatível, além de instâncias de controle e comitês, mostra capacidade de gestão.
- Capital social mínimo: atender aos requisitos de capitalização e comprovar origem lícita dos recursos é requisito básico para autorização.
- Compliance e PLD: estruturar áreas de controles internos, auditoria e compliance, com políticas de KYC, monitoramento de transações e relatórios ao Bacen, reduz riscos regulatórios.
O desenho da operação também influencia a rota regulatória.
- Uso de BaaS: empresas que desejam testar modelos de negócio ou acelerar o go-to-market podem operar sobre a licença de um parceiro, reduzindo investimento inicial em estrutura regulatória própria.
- Adoção de Core Banking: companhias que já possuem ou buscam licença própria podem apoiar-se em um Core Banking moderno para cumprir exigências de integração ao SPB, relatórios regulatórios e gestão de contas e créditos.
- Estratégia de escala: começar com BaaS e evoluir para licença própria, mantendo a mesma infraestrutura tecnológica, evita migrações complexas e interrupções de serviço.
Erros comuns a evitar no processo de regulamentação financeira
Evitar pontos de falha recorrentes é tão relevante quanto seguir o check-list de requisitos formais.
- Subestimar complexidade e prazos: o processo de autorização consome tempo de executivos, time jurídico, financeiro e tecnologia. Planejar essa dedicação reduz atrasos.
- Dispensar consultoria ou apoio especializado: atuar sem suporte regulatório e sem tecnologia de compliance aumenta o risco de exigências sucessivas por parte do Bacen.
- Ignorar requisitos de capital e governança: capital insuficiente, estrutura societária frágil ou falta de responsáveis técnicos podem inviabilizar a autorização.
- Operar com estruturas irregulares: modelos que misturam recursos próprios e de clientes, como “contas-bolsão”, contrariam normas do Bacen e expõem a empresa a sanções.
- Não acompanhar mudanças regulatórias: o arcabouço para IPs, SCDs, SEPs, Pix e Open Finance passa por atualizações constantes, e a falta de alinhamento pode gerar não conformidades.
Utilize a infraestrutura regulada da Celcoin para reduzir riscos de estruturação e operação.
Celcoin como parceira na jornada regulatória e de inovação
A Celcoin atua como provedora de infraestrutura financeira para empresas que desejam oferecer serviços financeiros com segurança regulatória e eficiência tecnológica.
BaaS (Banking as a Service): empresas sem licença própria podem lançar produtos financeiros usando a licença e a infraestrutura regulatória da Celcoin, reduzindo tempo de entrada no mercado e investimento inicial.
Core Banking: empresas com licença própria, ou em processo de obtenção, podem utilizar o Core Banking da Celcoin para operar contas, pagamentos, crédito e integrações ao SPB e sistemas do Bacen, mantendo foco em produto e relacionamento com o cliente.
Fintechs, bancos digitais, varejistas e ERPs contam com APIs modulares, suporte ao desenvolvedor e componentes de compliance embarcados para acelerar projetos com menor risco.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que encurtam ciclos de integração. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria, integrados ao seu ecossistema. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Infraestrutura em nuvem com alta disponibilidade para suportar grandes volumes transacionais. |
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Pagamentos e crédito |
Oferta de múltiplas formas de pagamento e emissão de crédito para aumentar conversão e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises com apoio de Open Finance para ofertas mais aderentes ao perfil do cliente. |
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Compliance e conformidade |
KYC, AML e relatórios regulatórios integrados ajudam a reduzir risco e acelerar vendas. |
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Prevenção de fraude e risco |
Monitoramento inteligente e autenticação reforçada diminuem estornos e perdas. |
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Ecossistema de parceiros |
Integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura e opções de produto. |
Explore como o Banking da Celcoin pode apoiar sua estratégia regulatória e tecnológica.
Perguntas frequentes (FAQ) sobre cadastro e licença no Banco Central
Qual a diferença entre BaaS (Banking as a Service) e Core Banking no contexto regulatório do Banco Central?
O BaaS permite que empresas operem serviços financeiros apoiadas na licença da Celcoin, evitando obter autorização própria no primeiro momento. O Core Banking da Celcoin oferece infraestrutura completa para quem já possui ou planeja obter licença, cobrindo contas, pagamentos, crédito e integrações regulatórias.
Por que é crucial evitar operações irregulares e como a regulamentação do Banco Central aborda isso?
Operações que misturam recursos de clientes e da instituição, como estruturas de “contas-bolsão”, não são aceitas pelas normas do Banco Central. A regulamentação exige segregação de recursos, rastreabilidade e registros adequados. A Celcoin opera com estruturas reguladas, preservando o patrimônio do cliente e a conformidade da operação.
Quais os principais desafios para uma fintech obter sua própria licença do Banco Central e como superá-los?
Os principais desafios são: atender ao capital social mínimo, montar uma governança robusta, estruturar política de crédito e PLD, e preparar a documentação exigida. Superar esses pontos envolve planejamento de longo prazo, apoio jurídico e regulatório e uso de tecnologias que já nascem aderentes às exigências do Bacen.
Instituições de Pagamento não precisam de licença bancária completa. O que isso representa na oferta de contas digitais?
Instituições de Pagamento podem oferecer contas de pagamento e serviços transacionais sem se tornarem bancos, o que simplifica a entrada no mercado e amplia a oferta de soluções digitais. Essas contas, no entanto, não contam com cobertura do FGC e seguem regras específicas de uso dos recursos.
Como funciona o processo de cadastro no Banco Central para diferentes tipos de instituições?
O processo envolve envio de documentação societária, plano de negócios, comprovação de capital e descrição detalhada da infraestrutura tecnológica e de compliance. IPs precisam demonstrar capacidade operacional e segurança dos pagamentos. SCDs e SEPs precisam ainda evidenciar políticas de crédito e controles de risco compatíveis com sua atuação.
Conclusão: inovação financeira em 2026 exige alinhamento com o Banco Central
A conformidade com o Banco Central é base para que a inovação financeira cresça de forma sustentável e segura no Brasil. Empresas que estruturam corretamente licenças, governança, tecnologia e compliance reduzem riscos e ampliam espaço para experimentar novos produtos.
Com parceiros de infraestrutura como a Celcoin, é possível equilibrar exigências regulatórias e agilidade de negócio, acelerando a entrada em novos mercados e fortalecendo a confiança de clientes e reguladores.
Conheça as soluções da Celcoin para apoiar sua estratégia regulatória e de serviços financeiros.


