Principais lições deste artigo
- BaaS no Brasil: permite que empresas não financeiras ofereçam serviços bancários regulados via APIs, reduzindo barreiras de entrada e tempo de lançamento.
- Regulação e Open Finance: o ambiente regulatório do Banco Central e o Open Finance criam base segura para embedded finance, com KYC, AML e identidade digital integrados.
- Tendências de mercado: embedded finance, super-apps e parcerias entre bancos e fintechs movimentam bilhões de dólares e redefinem a experiência financeira dos usuários.
- Execução prática: escolher bem o parceiro de BaaS, estruturar KYC e antifraude e planejar escalabilidade são pontos críticos para evitar riscos e travas de crescimento.
- Celcoin: ela reúne banking, pagamentos e crédito em uma única infraestrutura, disponível em https://www.celcoin.com.br/.
A evolução do banking as a service (BaaS): conceitos e o cenário regulatório no Brasil
O que é BaaS e sua importância para o mercado brasileiro
Banking as a Service é uma infraestrutura tecnológica que permite a empresas não financeiras integrar serviços bancários regulados em suas plataformas por meio de APIs. No Brasil, o modelo reduz a necessidade de obter licença própria de Instituição de Pagamento, pois a operação ocorre apoiada em provedores já licenciados.
Projeções para a América Latina indicam crescimento anual de dois dígitos entre 2025 e 2035, com o Brasil à frente pelo amadurecimento do ecossistema fintech e pela adoção do Open Banking. Varejistas, ERPs e fintechs conseguem lançar contas digitais, meios de pagamento e produtos de crédito em prazos curtos, com menor custo e complexidade.
A integração nativa com o Sistema de Pagamentos Brasileiro, Pix e Open Finance cria um ambiente interoperável, em que serviços financeiros podem ser distribuídos em escala nacional com experiência unificada para o usuário final.
O panorama regulatório no Brasil: desafios e oportunidades
O Banco Central estruturou um arcabouço regulatório detalhado que exige controles rígidos, mas abre espaço para novos modelos de negócio. A segunda fase do Open Finance, implementada em 2024, ampliou a interoperabilidade de dados bancários e reduziu a barreira para produtos white-label.
Figuras regulatórias como Sociedades de Crédito Direto (SCD) e Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEP) permitem crédito embarcado sem licença bancária tradicional. Isso viabiliza BNPL, antecipação de recebíveis, crédito rotativo e outras soluções integradas diretamente a plataformas de e-commerce, ERPs e aplicativos de serviços.
Os padrões de KYC, autenticação biométrica e integração com Gov.br elevam o nível de segurança e reduzem riscos de fraude, desde que o parceiro de BaaS mantenha a conformidade continuamente atualizada.
Tendências e desafios no ecossistema BaaS brasileiro
A ascensão do embedded finance e a personalização de serviços
Embedded finance integra serviços financeiros de forma quase invisível na jornada do usuário. O mercado brasileiro passou de cerca de USD 12,93 bilhões em 2024 para projeções em torno de USD 18,33 bilhões até 2030, com forte uso de Pix e crédito embarcado.
Empresas de software, varejo e serviços passaram a ofertar BNPL, capital de giro e cartões integrados à sua plataforma principal. Com dados do Open Finance, essas ofertas podem ser ajustadas ao perfil real de renda, consumo e risco de cada cliente, o que aumenta aprovação, conversão e retenção.
Super-apps e neobancos: o papel do BaaS na consolidação do mercado
Neobancos e grandes carteiras digitais utilizam BaaS para combinar pagamentos, crédito, investimentos e marketplace em super-apps. O usuário centraliza boa parte da vida financeira em uma única interface, o que eleva engajamento e recorrência de uso.
O Pix é a espinha dorsal desses ecossistemas, por permitir transferências instantâneas com baixo custo e alta aceitação em e-commerces, aplicativos de serviço e varejo físico. A tendência é de concentração em poucos players com infraestrutura ponta a ponta, capazes de orquestrar banking, pagamentos, crédito e compliance em grande escala.
A infraestrutura bancária tradicional e a demanda por BaaS
A infraestrutura legada de muitos bancos acelera a busca por plataformas BaaS modernas. Instituições financeiras que se conectam a provedores de BaaS conseguem lançar produtos digitais com rapidez, sem reconstruir seus sistemas centrais.
Essas parcerias combinam a solidez regulatória e de capital dos bancos com a agilidade tecnológica das fintechs, gerando ofertas mais completas para empresas e consumidores. Conheça a solução de banking, pagamentos e crédito da Celcoin.
Melhores práticas para implementar BaaS e impulsionar a inovação
Escolhendo o parceiro tecnológico ideal: flexibilidade, escalabilidade e conformidade
A escolha do provedor de BaaS define a velocidade de lançamento, a capacidade de escalar e o nível de risco regulatório. APIs modulares, documentação clara, SDKs e ambiente de sandbox são essenciais para reduzir esforço de integração e tempo de desenvolvimento.
Arquiteturas baseadas em microsserviços e nuvem com alta disponibilidade permitem ativar apenas os módulos necessários e crescer por etapas. O parceiro também deve ter histórico comprovado com o Banco Central, relatórios regulatórios automatizados e suporte especializado para temas como liquidação, tesouraria e reconciliação.
A importância do KYC e da prevenção de fraudes
O avanço do Pix e do crédito digital aumentou o volume e a sofisticação das fraudes. Alertas recentes de entidades do setor reforçam a necessidade de autenticação forte e monitoramento contínuo.
Práticas de KYC e antifraude eficientes combinam biometria, cruzamento com bases oficiais como Gov.br, monitoramento de comportamento em tempo real, listas de bloqueio e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. Quando essas camadas já vêm integradas ao BaaS, a operação reduz perdas e acelera a aprovação de novos clientes.
Modelos B2B2C e a verticalização de serviços
Modelos B2B2C permitem que plataformas de software ofereçam serviços financeiros diretamente aos clientes finais dos seus clientes. ERPs, sistemas de gestão de assinaturas, plataformas de mobilidade e marketplaces conseguem embutir pagamentos, conta de movimentação e crédito contextualizados ao seu segmento.
Essa verticalização torna o produto financeiro parte natural da jornada do usuário e melhora métricas como conversão, tíquete médio, ARPU e retenção, sem exigir que cada empresa desenvolva sua própria infraestrutura bancária.
Armadilhas comuns no BaaS brasileiro e como evitá-las
Não subestimar a complexidade regulatória
A subestimação das exigências do Banco Central é uma das principais causas de atrasos e sanções. Erros em enquadramento de produto, relatórios obrigatórios, limites operacionais e tratamento de recursos podem gerar multas ou até suspensão de serviços.
Trabalhar com provedores que já operam em escala, com histórico regulatório consistente e processos maduros de compliance, reduz esse risco e simplifica auditorias e due diligence com investidores e parceiros.
Falhas na segurança e em processos de AML
Controles insuficientes de segurança, prevenção à fraude e AML aumentam o risco operacional e reputacional. Vazamentos de dados, golpes e uso indevido da estrutura para lavagem de dinheiro podem comprometer o negócio por completo.
Investir desde o início em autenticação forte, gestão de acesso, criptografia, monitoramento de transações e políticas claras de KYC e AML é fundamental para sustentar o crescimento.
Limitações de escalabilidade e tecnologia legada
Escolher um parceiro com infraestrutura rígida ou baseada em tecnologia obsoleta limita a evolução do roadmap. Arquiteturas monolíticas encarecem a integração com terceiros e tornam mais lenta a criação de novos produtos.
Ao priorizar provedores com microsserviços, APIs bem documentadas e escalabilidade horizontal, a empresa preserva flexibilidade para integrar novos meios de pagamento, arranjos de cartão, modelos de crédito e recursos de Open Finance. A infraestrutura de banking da Celcoin foi desenhada para essa expansão contínua.
Celcoin: a solução full stack para sua jornada em Banking as a Service
A Celcoin oferece uma plataforma de banking que atende tanto empresas não reguladas, por meio de BaaS, quanto instituições já licenciadas, por meio de soluções de Core Banking. O objetivo é apoiar toda a jornada de crescimento, sem trocas frequentes de tecnologia.
Com tecnologia proprietária e portfólio abrangente de licenças, a empresa viabiliza contas digitais, cartões white label, Pix, Open Finance, Open Insurance, crédito e pagamentos em uma única integração. Hoje, mais de R$ 30 bilhões são mediados mensalmente para milhares de clientes em diferentes segmentos.
As APIs modulares da Celcoin permitem ativar funcionalidades por etapa, enquanto os componentes de compliance, KYC, AML e prevenção a fraudes já vêm integrados à infraestrutura.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs Modulares |
Integrações mais rápidas, reduzindo custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, melhorando conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Saiba como o Banking da Celcoin pode apoiar sua estratégia de serviços financeiros.
Perguntas frequentes sobre banking as a service no Brasil
Qual a diferença entre BaaS e Core Banking, e como a Celcoin se posiciona?
No BaaS, a empresa utiliza as licenças regulatórias do provedor para operar produtos financeiros. No Core Banking, a infraestrutura apoia também instituições com licenças próprias. A Celcoin atua nas duas frentes, permitindo começar usando suas licenças e migrar para um modelo com licenças próprias mantendo a mesma base tecnológica.
É possível usar BaaS sem ter licença própria?
É possível operar contas digitais, cartões, Pix e outros serviços financeiros usando a licença de Instituição de Pagamento e demais autorizações do provedor de BaaS. A responsabilidade regulatória permanece com esse provedor, enquanto a empresa se concentra na experiência do cliente e na distribuição.
Quais obrigações regulatórias o BaaS ajuda a cumprir no Brasil?
Um provedor de BaaS robusto automatiza relatórios ao Banco Central e à Receita Federal, como DIMP, CCS, CADOCs, COSIF e obrigações tributárias. Também mantém estruturas de KYC, AML, prevenção a fraudes e integração ao Sistema de Pagamentos Brasileiro. Quando a empresa tem licença própria, o Core Banking da Celcoin conecta essa licença à infraestrutura e mantém os reportes em dia.
Como o BaaS pode ajudar minha empresa a escalar rapidamente?
O BaaS oferece módulos prontos para conta, pagamento, Pix, cartão e crédito, expostos por APIs. Isso reduz o tempo de construção, evita investimentos iniciais elevados em infraestrutura financeira e permite adicionar novas funcionalidades conforme o volume cresce, sem reescrever sistemas.
Qual o custo-benefício de implementar BaaS versus desenvolver infraestrutura própria?
Criar infraestrutura bancária do zero exige investimento alto em tecnologia, equipe regulatória, segurança, certificações e atualização contínua de normas. O BaaS converte grande parte desse custo fixo em custo variável atrelado a uso, encurta o tempo de entrada no mercado e reduz riscos de projeto e de conformidade.
Conclusão: o futuro do banking as a service é agora
O Banking as a Service consolidou-se no Brasil como uma forma eficiente de empresas de diferentes setores oferecerem serviços financeiros sem se tornarem instituições bancárias completas. Em 2026, o cenário combina regulação madura, Pix amplamente adotado e Open Finance em expansão.
A combinação de BaaS e Core Banking permite que negócios comecem de forma enxuta, escalem volumes e, quando fizer sentido, passem a operar com licenças próprias sem interromper a base tecnológica. Essa continuidade reduz atritos e favorece planos de longo prazo.
Planeje a próxima etapa da sua oferta de serviços financeiros com o Banking da Celcoin.


