Principais lições deste artigo
- Banking as a Service amplia o acesso ao crédito digital ao permitir que empresas não financeiras ofereçam financiamento sem obter licença bancária própria.
- Infraestruturas prontas expostas por API reduzem o time-to-market de novos produtos de crédito, como BNPL, cartões white label e contas digitais com a marca da empresa.
- Dados do Open Finance e inteligência artificial tornam a análise de risco mais precisa e permitem ofertas de crédito personalizadas em diferentes jornadas digitais.
- Modelos BaaS com compliance embutido dão segurança jurídica e escalabilidade para operações de crédito em múltiplos setores, como varejo, saúde e educação.
- A plataforma cel_banking da Celcoin, acessível em celcoin.com.br, oferece infraestrutura, conformidade regulatória e suporte para estruturar e escalar produtos de crédito digital.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs Modulares |
Integrações mais rápidas, reduzindo custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, melhorando conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
1. Democratização do acesso ao crédito digital com segurança e agilidade
O BaaS amplia o acesso ao crédito ao permitir que empresas de setores como varejo, saúde, educação e mobilidade ofereçam financiamento sem criar um banco do zero. O modelo BaaS possibilita que marketplaces, plataformas de pagamento, varejistas e aplicativos de mobilidade disponibilizem serviços financeiros, como parcelamento próprio, crédito recorrente ou financiamento de serviços.
Essas ofertas são operadas sob a licença de uma instituição regulada, o que garante aderência às normas e reduz o risco para a empresa e para o consumidor. Varejistas podem estruturar condições de pagamento com juros competitivos para públicos que não acessam facilmente um cartão de crédito tradicional, ampliando o alcance do crédito digital de forma segura.
O BaaS já se estende a setores como saúde, mobilidade e educação, com carteiras digitais e financiamentos integrados às jornadas de uso, criando soluções específicas para nichos antes pouco atendidos.
2. Agilidade no lançamento de produtos de crédito: reduzindo o time-to-market
O BaaS encurta o ciclo de lançamento de produtos de crédito digital ao oferecer infraestrutura pronta via APIs. Esse modelo permite lançar conta digital ou serviço de pagamentos rapidamente, sem licenças próprias nem desenvolvimento complexo.
Empresas passam a criar cartões white label, linhas de crédito embutido (BNPL) e contas digitais com sua marca em poucas etapas de integração. Em vez de investir em core bancário e em times grandes de engenharia, o foco fica na jornada do cliente, na oferta comercial e na gestão de portfólio.
A rapidez de implantação facilita testes controlados em segmentos específicos, ajustes de taxas, limites e prazos e evolução contínua dos produtos com base em dados de uso e feedback dos clientes.
3. Personalização e eficiência impulsionadas por dados e IA no crédito digital
BaaS, Open Finance e inteligência artificial formam a base para crédito digital mais preciso e personalizado. O Open Finance regulamentado permite o compartilhamento consentido de dados financeiros do cliente para criar experiências sob medida em aplicativos e e-commerce.
Plataformas BaaS com IA analisam comportamento, histórico de transações e padrões de consumo para ajustar ofertas de crédito e identificar fraudes em tempo real. Isso suporta limites dinâmicos, precificação de risco mais adequada e decisões de aprovação mais rápidas.
Aplicativos de delivery podem oferecer antecipação de recebíveis para entregadores com base no histórico de corridas, enquanto e-commerces ajustam limites de crédito conforme o perfil de compra e de pagamento de cada cliente, mantendo o fluxo dentro da mesma jornada digital.
4. Conformidade regulatória e segurança jurídica para o crédito digital com BaaS
O marco regulatório atual dá clareza ao modelo de BaaS e às responsabilidades de cada participante. A Resolução Conjunta nº 16/2025 define como empresas podem oferecer produtos e serviços financeiros utilizando a infraestrutura de instituições reguladas. A regulamentação detalha papéis e obrigações no modelo de negócios de BaaS.
Ao operar ancoradas em instituições licenciadas, empresas se beneficiam de processos estruturados de KYC, AML e reportes ao Banco Central. Isso reduz o esforço interno de compliance e ajuda a mitigar riscos jurídicos em ofertas de crédito, como transparência de condições, documentação contratual e tratamento de dados.
Para o cliente final, o resultado é uma experiência de crédito digital mais simples, com regras claras, canais de atendimento definidos e proteção alinhada às normas do sistema financeiro.
5. Escalabilidade e expansão para novos mercados do crédito digital
Plataformas de BaaS em nuvem permitem escalar operações de crédito sem reescrever sistemas a cada nova oferta. Projeções indicam que o mercado de BaaS no Brasil pode superar US$ 5 bilhões em 2031, com crescimento superior a 12 vezes em dez anos, o que mostra a maturação desse modelo.
Varejistas já utilizam BaaS para criar bancos digitais e oferecer serviços financeiros em apps e sites, ampliando seu papel na jornada de consumo. A mesma infraestrutura apoia a expansão para novos segmentos de crédito, como produtos voltados a pessoas jurídicas, financiamento estudantil ou crédito para saúde.
Empresas podem começar com um produto de crédito mais simples, testar aderência em um público restrito e depois ampliar limites, prazos e segmentos atendidos, com controle de risco e custos operacionais sob a mesma base tecnológica.
Perguntas frequentes sobre banking as a service e crédito digital
O que é “crédito embutido” (embedded credit) e como o BaaS facilita sua oferta?
Crédito embutido é a oferta de financiamento diretamente no ponto de necessidade do cliente, dentro de plataformas não financeiras, como e-commerces, ERPs ou apps de serviços. O BaaS viabiliza esse modelo ao fornecer infraestrutura tecnológica e regulatória para integrar funções de crédito, como BNPL, limites pré-aprovados e financiamentos, de forma white label e sem exigência de licença bancária própria.
Como o Open Finance potencializa as ofertas de crédito digital via BaaS?
O Open Finance, com consentimento do usuário, permite que dados financeiros circulem entre instituições de forma segura. Em modelos BaaS, esses dados ampliam a visão sobre renda, comportamento de pagamento e endividamento, o que gera análises de risco mais precisas, produtos de crédito mais aderentes ao perfil do cliente e processos de aprovação mais rápidos.
Qual a diferença entre BaaS e uma instituição financeira tradicional na oferta de crédito?
Instituições financeiras tradicionais desenvolvem e operam todo o core bancário sob sua própria licença. No BaaS, a instituição regulada expõe essa infraestrutura como serviço para que outras empresas ofereçam crédito digital com sua própria marca. Isso reduz barreiras de entrada, investimento inicial e tempo de implantação para quem quer operar crédito sem se tornar um banco.
Quais são os principais desafios regulatórios para empresas que querem oferecer crédito digital via BaaS no Brasil?
Os principais desafios envolvem cumprir normas de proteção ao consumidor, prevenção à lavagem de dinheiro, sigilo bancário e reportes ao Banco Central. Empresas que utilizam BaaS precisam selecionar um parceiro regulado, com processos maduros de compliance, gestão de risco e monitoramento de operações, como a Celcoin, para reduzir complexidade e manter aderência às regras.
Como o BaaS pode ajudar pequenas e médias empresas a competirem com grandes instituições financeiras?
O BaaS disponibiliza infraestrutura bancária de nível institucional por modelo de serviço, o que permite que pequenas e médias empresas lancem produtos de crédito competitivos sem grandes investimentos em tecnologia e licenças. Essas empresas podem se diferenciar em nichos específicos, experiência do cliente e personalização, apoiadas na mesma base tecnológica usada por players maiores.
Conclusão: o futuro do crédito digital é com o BaaS
O Banking as a Service já é uma peça central na evolução do crédito digital no Brasil. Ao combinar rapidez de implantação, personalização baseada em dados, segurança regulatória e escalabilidade, o modelo permite que empresas de diferentes portes e setores incorporem crédito em suas jornadas digitais com menor custo e maior controle.
Os cinco pontos apresentados – democratização do acesso, agilidade no lançamento, personalização via dados e IA, conformidade regulatória e escalabilidade – mostram como o BaaS se consolidou como opção estruturada para ofertas de crédito digital. Conheça as soluções da Celcoin para BaaS e Core Banking e avalie como elas podem apoiar a criação ou a expansão do portfólio de crédito da sua empresa.

