Autorização Banco Central Cartões Pré-pagos: Guia 2025

Autorização do Banco Central para cartões pré-pagos

Principais lições deste artigo

  • Enquadramento regulatório: para emitir cartões pré-pagos em 2026, empresas de tecnologia financeira precisam se enquadrar como Instituição de Pagamento e seguir as regras específicas do Banco Central.
  • Requisitos de autorização: estrutura societária clara, governança, capital mínimo, sistemas de risco e plano de negócios consistente são a base para um pedido de autorização bem fundamentado.
  • Etapas com o regulador: uma fase prévia de alinhamento com o BC, documentação organizada e respostas rápidas aos pedidos de esclarecimento tornam o processo mais previsível.
  • Operação contínua: depois da autorização, relatórios periódicos, compliance estruturado e uso de core banking são fundamentais para manter a conformidade e escalar o produto de cartões.
  • Parceria com o banking da Celcoin: soluções de Banking as a Service e Core Banking da Celcoin permitem lançar e escalar cartões pré-pagos sobre uma infraestrutura já regulada.

A emissão e gestão de cartões pré-pagos continuam em crescimento no Brasil em 2026, mas a autorização do Banco Central do Brasil permanece um processo técnico, detalhado e com múltiplas etapas. Este guia apresenta, de forma objetiva, o que as empresas B2B SaaS precisam organizar para estruturar, solicitar e operar essa autorização com segurança.

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Passo 1: entendendo o cenário regulatório e seus atores

O papel do Banco Central na regulação de pagamentos

O Banco Central do Brasil é o principal responsável por autorizar e supervisionar instituições que prestam serviços de pagamento. No caso de cartões pré-pagos, o BC define regras para preservar a segurança das operações, a proteção do usuário final e a adequada gestão de riscos por parte das empresas envolvidas.

Instituições de Pagamento (IPs) e bancos tradicionais

IPs são reguladas pela Lei 12.865/2013 e podem emitir cartões pré-pagos como emissoras de moeda eletrônica, operando contas pré-pagas com recursos aportados antecipadamente pelos clientes. Essas instituições prestam serviços de pagamento, mas não realizam intermediação financeira típica de bancos.

IPs não participam do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e não oferecem empréstimos com capital próprio, enquanto bancos captam depósitos, concedem crédito e são cobertos pelo FGC. Entender essa fronteira ajuda a definir o tipo de licença necessário para o seu modelo de negócio.

Legislação chave: Resolução BCB nº 80/2021 e nº 81/2021

A Resolução BCB nº 80/2021 estabelece regras de constituição, funcionamento, governança e capital para IPs. Já a Resolução BCB nº 81/2021 detalha os processos de autorização e os requisitos operacionais para prestação de serviços de pagamento.

Essas normas definem pontos como capital mínimo, exigências de controles internos, políticas de risco e o escopo permitido para emissão e gestão de cartões pré-pagos.

Dicas práticas e erros a evitar

A análise do modelo de negócios deve partir da atividade principal: prestação de serviços de pagamento sem captação de depósitos à vista nem concessão de crédito com recursos próprios indica a necessidade de licença como IP. Confundir esse enquadramento com o de um banco tende a gerar retrabalho e atrasos na interação com o regulador.

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Passo 2: requisitos essenciais para a solicitação de autorização

Estrutura societária e governança

Uma estrutura societária transparente, com definição clara de controladores e administradores, é ponto de partida para o pedido. A governança deve contemplar políticas formais de gestão de riscos, compliance e controles internos, com fluxos definidos de decisão e reporte.

Plano de negócios viável

O plano de negócios precisa demonstrar que a operação é sustentável, com projeções financeiras coerentes, análise de mercado, estratégia comercial e premissas de risco bem documentadas. O BC observa a capacidade da empresa de manter serviços estáveis, mesmo em cenários adversos.

Controles internos e gestão de riscos

Sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro, combate ao financiamento do terrorismo e prevenção a fraudes são obrigatórios. Isso inclui monitoramento automatizado, processos de KYC, trilhas de auditoria, parametrização de alertas e capacidade de gerar relatórios de operações suspeitas.

Capital mínimo

O capital mínimo exigido varia conforme as atividades e o volume projetado de operações. O cálculo considera capital integralizado e Patrimônio Líquido Ajustado, sempre com foco nos riscos assumidos na emissão e gestão de cartões pré-pagos.

Experiência e idoneidade dos administradores

Sócios relevantes e diretores precisam comprovar experiência compatível com o porte e a complexidade da operação. A análise do BC envolve histórico profissional, eventuais sanções anteriores e a capacidade técnica para gerenciar uma instituição regulada.

Ofereça serviços financeiros regulados com a Celcoin e utilize uma base de compliance e tecnologia já testada em operações de grande escala.

Passo 3: o processo de solicitação junto ao Banco Central

Fase pré-autorização

A fase pré-autorização costuma incluir contatos iniciais para apresentação do projeto e alinhamento sobre o enquadramento regulatório. Essa etapa ajuda a ajustar o desenho da estrutura, reduzir dúvidas e preparar um dossiê mais completo.

Formalização do pedido

Na formalização, a empresa envia documentos como estatuto ou contrato social, plano de negócios, comprovação de capital, currículos de administradores, políticas internas e descrição dos sistemas. O prazo total costuma levar diversos meses, dependendo da complexidade e da qualidade inicial do material.

Análise e diligência do BC

Durante a análise, o BC pode solicitar complementações, ajustes em políticas, esclarecimentos sobre fluxos operacionais e, em alguns casos, realizar visitas técnicas. Respostas rápidas, consistentes e documentadas aumentam a previsibilidade e reduzem idas e vindas.

Acompanhamento e comunicação com o regulador

Designar responsáveis internos para interlocução com o Banco Central traz agilidade ao processo. É importante manter o regulador atualizado sobre mudanças relevantes na estrutura societária, tecnologia crítica ou modelo de negócio.

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, com redução de esforço de desenvolvimento e de tempo de projeto.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes que encurtam ciclos de integração e reduzem retrabalho.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos em SaaS aceleram o go-to-market e antecipam a geração de receita.

Distribuição white-label e embedded

Suporte a produtos financeiros com marca própria e embutidos em jornadas digitais.

Escalabilidade e disponibilidade

Arquitetura em nuvem, preparada para picos de volume, mantém serviços estáveis e reduz interrupções.

Pagamentos e crédito

Cobertura de múltiplos meios de pagamento e emissão de crédito aumenta conversão e receita por cliente.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises, inclusive via Open Finance, permitem ofertas mais aderentes ao perfil do cliente.

Compliance integrado

KYC, AML e relatórios regulatórios integrados ajudam a reduzir risco regulatório e esforço operacional.

Prevenção de fraude e risco

Monitoramento com IA e autenticação forte reduzem estornos, perdas e exposição a incidentes.

Ecossistema de parceiros

Parcerias com bancos, bandeiras e fintechs ampliam a cobertura de serviços e aceleram lançamentos.

Simplifique a conformidade regulatória para cartões pré-pagos com uma infraestrutura pronta para atender às exigências do Banco Central.

Passo 4: operações pós-autorização e conformidade contínua

Obrigações regulatórias e envio de informações

Após a autorização, IPs passam a enviar periodicamente informações ao BC, como SCR, CADOCs e outros relatórios prudenciais e operacionais. Esse fluxo de informação sustenta o monitoramento contínuo da instituição e é condição para a manutenção da licença.

Estrutura de compliance

Uma área de compliance estruturada acompanha riscos operacionais, de crédito, de mercado e de liquidez, além de revisar políticas, processos e contratos. Essa área também coordena auditorias internas, treinamentos e respostas a demandas do regulador.

Supervisão do BC

O Banco Central utiliza relatórios, inspeções e interações formais para acompanhar a operação. Manter aderência às normas, registrar decisões relevantes e documentar controles reduz o risco de sanções e restrições à atividade.

Indicadores de sucesso

Empresas autorizadas podem acompanhar o desempenho com métricas como volume de transações, taxa de falhas operacionais, indicadores de fraude e nível de conformidade em inspeções e auditorias. Esses dados orientam ajustes em produto, tecnologia e processos.

Uso de infraestrutura de Core Banking

Uma plataforma de Core Banking reduz a complexidade de conciliações, processamento de saldos, tarifação e gestão de limites. A Celcoin oferece BaaS para empresas sem licença própria e Core Banking para instituições reguladas, apoiando desde o MVP até a fase de escala em cartões pré-pagos.

Escalone sua oferta de cartões pré-pagos com segurança regulatória e foco na evolução do produto para seus clientes.

Perguntas frequentes sobre a autorização do Banco Central para cartões pré-pagos

Qual a diferença principal entre IPs e bancos tradicionais?

Instituições de Pagamento prestam serviços de pagamento, como emissão de moeda eletrônica por meio de cartões pré-pagos, sem captar depósitos à vista nem conceder crédito com capital próprio, e não contam com cobertura do FGC. Bancos tradicionais combinam captação de depósitos, concessão de empréstimos e outros serviços financeiros, com proteção do Fundo Garantidor de Créditos.

Por que uma empresa não deve operar com estruturas irregulares para cartões pré-pagos?

Estruturas irregulares tendem a misturar recursos de clientes e patrimônio próprio, aumentando risco regulatório, contábil e de liquidez. A Celcoin oferece infraestrutura regulada, com segregação de recursos e processos alinhados às normas do Banco Central.

Quanto tempo leva para obter a autorização do Banco Central para emissão de cartões pré-pagos?

O prazo varia conforme a complexidade da operação, o enquadramento regulatório e a qualidade da documentação enviada. Na prática, muitas solicitações levam entre seis meses e um ano, desde que a empresa mantenha respostas ágeis e organização interna.

Quais são os custos envolvidos no processo de autorização?

Os custos abrangem taxas administrativas, consultorias especializadas, implementação de sistemas de risco e compliance, auditorias e eventuais adequações tecnológicas. Após a autorização, há custos recorrentes com equipes, infraestrutura e atendimento às obrigações regulatórias.

É possível operar cartões pré-pagos sem ser uma IP autorizada?

Uma empresa não pode atuar diretamente como emissora de cartões pré-pagos sem autorização do Banco Central. Em vez disso, pode estruturar parcerias com IPs autorizadas ou utilizar soluções de Banking as a Service, como as da Celcoin, para operar sob uma licença já existente.

Conclusão: organizando a jornada regulatória com suporte especializado

Buscar autorização do Banco Central para cartões pré-pagos exige clareza sobre o enquadramento como IP, preparação documental consistente, governança adequada e compromisso permanente com compliance. Com esses pilares, a aprovação passa a ser um projeto estruturado, e não apenas um obstáculo regulatório.

A Celcoin apoia empresas em diferentes estágios, da concepção do produto à operação em escala, com BaaS e Core Banking voltados a fintechs e instituições reguladas. Agende uma conversa com especialistas da Celcoin e avalie como lançar ou ampliar sua operação de cartões pré-pagos em 2026 com uma base tecnológica e regulatória já estabelecida.