Alternativas regulatórias para operações financeiras em 2026

Alternativas regulatórias para operações financeiras em 2026

Principais lições deste artigo

  • Escolha regulatória: entender as diferenças entre IP, SCD, SCFI e modelos BaaS ajuda a alinhar licença, monetização e risco ao estágio de maturidade do negócio.
  • Impacto das normas recentes: mudanças sobre o uso do termo “banco”, capital mínimo de PSTIs e novas obrigações fiscais exigem revisão de marca, operação e infraestrutura de dados.
  • Boas práticas de conformidade: planejamento regulatório, governança clara e tecnologia escalável reduzem custos de compliance e aumentam a previsibilidade operacional.
  • Riscos a evitar: estruturas irregulares como contas-bolsão, subestimação de custos regulatórios e sistemas legados comprometem o crescimento e a continuidade da operação.
  • Infraestrutura especializada: a solução banking da Celcoin oferece BaaS e core banking que aceleram o lançamento de produtos financeiros com conformidade integrada.

Visão geral e conceitos-chave: como estruturar sua operação financeira no Brasil

O sistema financeiro brasileiro oferece diferentes licenças e arranjos que permitem operar pagamentos, crédito e serviços financeiros embarcados. Cada alternativa traz exigências específicas de capital, governança, relatórios e riscos, o que torna essencial escolher o enquadramento alinhado ao modelo de negócios.

Instituição de pagamento (IP): foco em pagamentos com menor complexidade regulatória

Instituições de Pagamento viabilizam serviços como transferências, Pix, emissão de cartões e contas de pagamento. São uma porta de entrada frequente para fintechs e empresas que querem operar pagamentos sem atuar diretamente em crédito.

A partir de janeiro de 2026, passa a valer o capital mínimo de R$ 5 milhões para provedores de conta transacional no Pix, aplicável a IPs e SCDs que atuam como Emissores de Moeda Eletrônica, reforçando a estabilidade do sistema de pagamentos.

Sociedade de crédito direto (SCD): estrutura para monetização via crédito próprio

SCDs permitem conceder crédito com recursos próprios, cobrando juros e tarifas. Esse modelo favorece fintechs mais maduras que desejam ampliar margens e diversificar receitas além de pagamentos, assumindo responsabilidades adicionais de gestão de risco de crédito.

Sociedade de crédito, financiamento e investimento (SCFI): consolidação de pagamento e crédito

SCFIs permitem operar diferentes modalidades de crédito, inclusive imobiliário, e consolidar serviços financeiros em uma única instituição. A Resolução CMN 5.237/25 autorizou a integração de atividades de pagamento e crédito sob uma única licença SCFI, o que favorece modelos híbridos e mais eficientes.

Modelos BaaS (banking as a service): oferta de serviços financeiros via parceiros regulados

No modelo BaaS, empresas utilizam a licença e a infraestrutura de um provedor regulado para oferecer contas, cartões e meios de pagamento com sua própria marca. Essa abordagem reduz barreiras de entrada, antecipa receitas e permite testar modelos de negócio antes de buscar licença própria.

Independentemente da licença, o Banco Central exige controladores com reputação ilibada, governança formal com conselho e diretores específicos para compliance, riscos e tecnologia, além de auditoria independente.

Conheça como o banking da Celcoin apoia fintechs, bancos digitais, varejistas e ERPs em diferentes estágios regulatórios.

Panorama regulatório recente: ajustes de marca, capital e dados

As mudanças normativas dos últimos anos elevaram o padrão de proteção ao consumidor, segurança operacional e transparência fiscal. Fintechs e empresas que oferecem serviços financeiros precisam revisar naming, contratos com parceiros e arquitetura de dados para manter aderência.

Uso de termos como “banco” ou “bank”: adequação de marca

A Resolução Conjunta 17/2025 proibiu fintechs sem licença bancária de usar termos como “banco” ou “bank” em nomes, marcas e domínios. As empresas precisam rever comunicação, materiais comerciais e canais digitais em prazos definidos, sob risco de sanções.

Capital mínimo de PSTIs e limites de transação via terceiros

As regras que entraram em vigor em 2025 limitaram a exposição de fintechs conectadas a instituições reguladas via PSTIs. Transações de Pix ou TED passaram a ter limite de R$ 15.000 por operação para instituições não autorizadas que atuam por meio desses prestadores.

Na mesma direção, PSTIs passaram a exigir capital mínimo de R$ 15 milhões e a cumprir requisitos adicionais de governança e gestão de risco, o que impacta a seleção de parceiros de tecnologia.

Compliance fiscal e relatórios: aumento de granularidade

O enquadramento fiscal de fintechs ficou mais próximo do de instituições financeiras tradicionais. A Instrução Normativa RFB nº 2.278/2025 equiparou essas empresas a instituições financeiras para fins de obrigações fiscais, exigindo trilhas de auditoria, logs detalhados e integração estruturada de dados transacionais.

Open finance e open insurance: uso estratégico de dados com consentimento

Os ecossistemas de Open Finance e Open Insurance permitem acessar dados financeiros de clientes, mediante consentimento, para criar ofertas mais precisas. Essa interoperabilidade facilita personalização de crédito, seguros e meios de pagamento, mas exige controles rigorosos de privacidade e gestão de consentimentos.

Boas práticas para operar com segurança e escala

Planejamento regulatório alinhado ao modelo de negócio

O enquadramento ideal combina ambição de crescimento, apetite de risco e capacidade de investimento. Startups tendem a iniciar com IP ou BaaS, enquanto operações maiores podem migrar para SCD ou SCFI para ampliar autonomia e margens, desde que sustentem as exigências de capital e governança.

Tecnologia como base da conformidade contínua

Arquiteturas em nuvem, APIs bem documentadas e trilhas completas de eventos simplificam relatórios ao Banco Central e à Receita Federal. Plataformas que já embutem cadastros, KYC, AML e controles de limites reduzem retrabalho e riscos de inconsistência.

Governança, riscos e compliance integrados ao dia a dia

Estruturas claras de responsabilidade, comitês formais e monitoramento contínuo de riscos operacionais e de crédito tornam a relação com reguladores mais previsível. Automatizar alertas, revisões periódicas e reportes ajuda a evitar incidentes que podem gerar interrupções de serviço.

Parcerias de infraestrutura regulatória para acelerar a jornada

Provedores especializados em core banking e BaaS permitem que fintechs, varejistas e ERPs foquem no produto e na experiência do cliente. Esses parceiros trazem infraestrutura pronta para relatórios regulatórios, integrações bancárias e segurança, reduzindo tempo e custo de desenvolvimento interno.

Use o banking da Celcoin para construir ou expandir sua oferta de serviços financeiros com conformidade integrada.

Erros comuns no caminho regulatório e como evitá-los

Ignorar mudanças regulatórias e prazos de adequação

Desconsiderar novas resoluções do Banco Central ou da Receita Federal expõe a multas, restrições de operação e desgaste com clientes e parceiros. Rotinas de monitoramento regulatório e revisão periódica de contratos e processos reduzem esse risco.

Subestimar investimentos de compliance

Compliance exige orçamento para tecnologia, pessoas e consultorias especializadas. Adiar esses investimentos costuma resultar em retrabalho, correções de dados históricos e renegociação de contratos com parceiros.

Operar com estruturas irregulares como contas-bolsão

Modelos que misturam recursos de clientes e da empresa, sem a devida segregação e rastreabilidade, violam normas do Banco Central. Essa prática aumenta o risco de intervenção e descontinuidade da operação.

Manter sistemas legados sem capacidade de auditoria

Soluções que não registram eventos de forma estruturada dificultam reportes, conciliações e respostas a ofícios. Adoção de plataformas modernas reduz falhas operacionais e acelera ajustes a novas exigências normativas.

Uso inadequado de terminologia regulada

Continuar usando termos como “banco” sem licença bancária, após as mudanças de 2025, gera risco de sanção e necessidade de mudanças urgentes em marca e comunicação. Revisar materiais de marketing e contratos é parte relevante do plano de adequação.

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs Modulares

Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes que encurtam ciclos de integração.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram o tempo de lançamento e de geração de receita.

Distribuição white-label e embutida (embedded)

Suporte a produtos financeiros com marca própria, integrados à sua jornada.

Escalabilidade com confiabilidade

Infraestrutura em nuvem com alta disponibilidade para suportar crescimento de volume sem interrupções.

Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito

Ampliação de receita com pagamentos e emissão de crédito, aumentando conversão e fidelização.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises baseados em Open Finance permitem ofertas mais aderentes ao perfil do cliente.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios regulatórios integrados reduzem risco e agilizam ciclos comerciais.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento com IA e autenticação reforçada diminuem fraudes, estornos e perdas.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Integrações com bancos, bandeiras e fintechs ampliam cobertura e velocidade de entrada em novos mercados.

Veja como o banking da Celcoin simplifica a conformidade regulatória e operacional.

Como a Celcoin apoia diferentes estágios de maturidade regulatória

BaaS (banking as a service): entrada rápida para quem ainda não tem licença

Empresas sem licença própria podem usar o BaaS da Celcoin para oferecer contas digitais, cartões, Pix, boletos e transferências com sua própria marca. A infraestrutura regulada da Celcoin reduz barreiras de entrada, viabiliza a monetização da base existente e preserva a conformidade com as normas do Banco Central.

Core banking: eficiência para empresas já licenciadas

Instituições que já possuem licença podem usar o core banking da Celcoin para operacionalizar contas, tesouraria e integrações regulatórias. A solução inclui automação de relatórios como CCS, CADOCs e DIMP, além de infraestrutura para Open Finance, permitindo foco maior em produto e relacionamento com o cliente.

Outras soluções complementares

O portfólio inclui Banco Liquidante para subcredenciadoras, cartões white-label e integrações de Open Finance e Open Insurance. Isso permite combinar meios de pagamento, crédito e dados em uma única arquitetura operacional.

Fale com especialistas da Celcoin e avalie o melhor desenho regulatório e tecnológico para sua operação.

Perguntas frequentes sobre alternativas regulatórias e infraestrutura financeira

Qual a diferença entre instituição de pagamento (IP) e sociedade de crédito direto (SCD)?

IPs oferecem serviços de pagamento como Pix, cartões e contas de pagamento, sem concessão direta de crédito. SCDs, além de poderem operar pagamentos em modelos específicos, concedem crédito com recursos próprios e monetizam via juros e tarifas. IPs tendem a ser usadas em estágios iniciais, enquanto SCDs atendem modelos que priorizam receita de crédito.

É necessário obter licença própria para iniciar serviços financeiros no Brasil?

Modelos BaaS permitem iniciar operações financeiras usando a licença de um parceiro regulado, o que reduz prazos e investimento inicial. À medida que a empresa cresce e busca maior autonomia e margens, a obtenção de licença própria passa a ser um passo estratégico.

Quais são as principais obrigações regulatórias para fintechs junto ao Banco Central?

As obrigações incluem relatórios contábeis e prudenciais (como CADOCs, PR e demais cadastros), controles de contas e operações (como CCS, DIMP e SCR) e obrigações específicas para arranjos de pagamento e Pix, além de requisitos de prevenção à lavagem de dinheiro.

Como a Resolução CMN 5.237/25 impacta fintechs que atuam com crédito e pagamentos?

A norma permite consolidar, em uma SCFI, atividades de pagamento e crédito que antes exigiam múltiplas licenças. Isso reduz custos regulatórios e simplifica a operação de empresas que oferecem carteira digital, cartões, credenciamento e crédito em um mesmo ambiente.

Conclusão: regulamentação como alavanca de escala em 2026

O arcabouço regulatório brasileiro se tornou mais exigente, mas também mais claro para empresas que querem crescer de forma estruturada. As mudanças ocorridas até 2025 e as exigências já vigentes em 2026 reforçam a importância de alinhar licença, tecnologia e gestão de riscos desde o início da operação.

Com planejamento regulatório, infraestrutura tecnológica adequada e apoio de parceiros especializados, a regulamentação deixa de ser apenas um requisito obrigatório e passa a contribuir para a confiança do mercado e para a expansão sustentável.

Conheça o banking da Celcoin e estruture sua oferta financeira com foco em escala, segurança e conformidade.