Principais lições deste artigo
- Segurança e controle de uso são hoje fatores centrais em qualquer programa de cartões pré-pagos, especialmente diante do avanço regulatório em 2026.
- Conformidade regulatória com normas do Banco Central, KYC e AML reduz riscos operacionais e protege a reputação de fintechs, bancos digitais e varejistas.
- Tecnologias como tokenização, IA antifraude, MFA e criptografia elevam o nível de proteção e permitem respostas rápidas a tentativas de fraude.
- Boas práticas de gestão, como transparência com o usuário, plano de resposta a incidentes e infraestrutura moderna em nuvem, evitam erros comuns em programas de cartões.
- A infraestrutura de banking da Celcoin oferece APIs, compliance integrado e prevenção a fraude para lançar e operar cartões pré-pagos com segurança e escala; conheça o banking e os demais produtos da Celcoin.
Por que a segurança e o controle de uso são cruciais em cartões pré-pagos?
O que são e como funcionam os cartões pré-pagos
Cartões pré-pagos são instrumentos de pagamento carregados antecipadamente, que permitem gastar apenas o saldo disponível. Como não envolvem crédito, ajudam a controlar o orçamento e reduzir o risco de inadimplência. Tornaram-se frequentes em benefícios corporativos, programas de fidelidade e soluções de pagamento para segmentos específicos.
Definições essenciais: segurança e controle de uso
Segurança em cartões pré-pagos abrange prevenção a fraude, proteção de dados, criptografia de transações e resiliência a ataques cibernéticos. Controle de uso é o conjunto de mecanismos que define como o cartão pode ser utilizado.
- Limites de gastos, por dia, semana ou mês.
- Restrições por categoria de estabelecimento.
- Regras geográficas, como bloqueio por país ou região.
- Monitoramento em tempo real e bloqueio imediato de transações suspeitas.
Regulação do Banco Central e conformidade
O Banco Central consolidou regras específicas para instrumentos de pagamento e Banking as a Service. A Resolução Conjunta nº 16 de 28/11/2025 estrutura a prestação de serviços de BaaS e define parâmetros para terceirização de serviços financeiros, ponto central para fintechs que operam cartões pré-pagos.
Práticas de KYC (Know Your Customer) e AML (Anti-Money Laundering) são obrigatórias e devem ser incorporadas ao fluxo tecnológico, garantindo identificação adequada dos usuários e monitoramento de transações suspeitas.
Desafios e tendências na segurança e controle de cartões pré-pagos
Principais desafios para empresas emissoras
Programas de cartões pré-pagos lidam com aumento de tentativas de fraude, golpes de engenharia social e risco de vazamento de dados. A Instrução Normativa BCB nº 621 de 13/05/2025 ampliou as exigências de transparência e reporte, exigindo processos estruturados para envio de informações sobre operações com instrumentos de pagamento.
Outros desafios recorrentes incluem:
- Integração com múltiplos fornecedores, gerando pontos de vulnerabilidade.
- Legado tecnológico, com sistemas que não acompanham novas ameaças.
- Baixa visibilidade em tempo real sobre o uso dos cartões.
Tendências e inovações em segurança
A tokenização e o uso de inteligência artificial ganharam relevância em 2026.
- Tokenização: o Edital EPS nº 118/2025 trata da disciplina de prestadores de serviços de armazenamento de tokens, reforçando a segurança em carteiras digitais.
- Normas de chargeback: a Resolução BCB nº 522/2025 padroniza processos e responsabilidades em disputas, trazendo mais previsibilidade para emissores e usuários.
- Transparência de custos: a Lei 15.252/2025 exige comunicação clara sobre taxas e condições, o que reforça a necessidade de uma jornada simples e objetiva.
Melhores práticas para proteger e controlar cartões pré-pagos
Tecnologia antifraude avançada
Plataformas modernas de prevenção a fraude combinam monitoramento em tempo real, análise comportamental e regras configuráveis.
- Score de risco por transação, com bloqueio automático quando necessário.
- Modelos de machine learning que aprendem padrões de uso e identificam desvios.
- Gestão de disputas estruturada, com trilhas de auditoria completas.
Autenticação multifator e criptografia
Autenticação multifator reduz o risco de acesso indevido a contas e carteiras digitais. Criptografia ponta a ponta protege dados sensíveis em trânsito e em repouso. Juntas, essas camadas ajudam a atender normas regulatórias e a mitigar ataques de sequestro de conta.
Controles de uso configuráveis
Controles parametrizáveis fortalecem tanto a segurança quanto a experiência do usuário.
- Limites por período e por tipo de transação.
- Filtros por MCC, permitindo ou bloqueando categorias específicas.
- Bloqueio e desbloqueio via app, com notificações em tempo real.
- Educação do usuário, com orientações sobre senhas, phishing e canais oficiais.
Conformidade regulatória contínua
Conformidade precisa ser um fluxo permanente, não um projeto pontual. Isso exige:
- Monitoramento constante das normas do Banco Central.
- Relatórios regulatórios automatizados, reduzindo erros manuais.
- Arquitetura flexível para incorporar novas exigências sem interromper a operação.
Evitando erros comuns na gestão de cartões pré-pagos
Subestimar a complexidade regulatória
Empresas que não acompanham mudanças regulatórias assumem riscos desnecessários. A atualização deve envolver áreas jurídica, regulatória e tecnologia, com revisão periódica de políticas internas.
Manter sistemas de segurança desatualizados
Soluções legadas, baseadas apenas em regras fixas, tendem a gerar falsos positivos e deixar brechas descobertas. Adoção de motores antifraude com IA e dados em tempo real torna a operação mais segura e eficiente.
Falta de transparência com o usuário
Comunicação clara sobre tarifas, limites e procedimentos de segurança reduz reclamações, melhora a experiência e auxilia no cumprimento de exigências legais de transparência.
Ausência de plano de resposta a incidentes
Planos formais de resposta definem responsáveis, fluxos de comunicação e ações técnicas após incidentes. Esses planos devem incluir contato com reguladores, comunicação com clientes afetados e medidas para evitar recorrência.
Dependência de infraestruturas legadas
Infraestruturas em nuvem, com microsserviços e monitoramento contínuo, oferecem maior disponibilidade e capacidade de escala do que ambientes legados. Essa base tecnológica é importante para programas que crescem rápido em volume de transações.
Veja como a infraestrutura da Celcoin ajuda a evitar esses erros em programas de cartões pré-pagos.
Celcoin: segurança, controle e escala para cartões pré-pagos
A Celcoin oferece infraestrutura full stack para empresas que desejam lançar e operar cartões pré-pagos com foco em segurança, controle de uso e conformidade. A oferta abrange Banking as a Service para empresas não reguladas e Core Banking para instituições licenciadas, com relatórios regulatórios integrados.
Os principais diferenciais incluem:
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Ambiente para desenvolvedores |
Documentação, SDKs e sandboxes que encurtam ciclos de integração. |
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Lançamento acelerado |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS reduzem tempo de entrada no mercado. |
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Distribuição white-label e embutida |
Permite ofertas financeiras com marca própria em diferentes jornadas. |
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Escalabilidade em nuvem |
Alta disponibilidade mesmo em picos de volume, com monitoramento contínuo. |
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Múltiplos meios de pagamento |
Cobertura de pagamentos e crédito para ampliar conversão e engajamento. |
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Dados e personalização |
Uso de dados e Open Finance para ofertas mais aderentes ao perfil do cliente. |
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Compliance integrado |
KYC, AML e relatórios automatizados reduzem risco regulatório. |
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Prevenção de fraude |
Monitoramento com IA e autenticação robusta reduzem estornos e perdas. |
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Ecossistema de parceiros |
Parcerias com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura e velocidade de operação. |
Construa ou modernize sua oferta de cartões pré-pagos com a infraestrutura da Celcoin.
Perguntas frequentes sobre segurança e controle de uso em cartões pré-pagos
Como a tokenização de pagamentos digitais impacta a segurança?
A tokenização substitui os dados reais do cartão por tokens únicos em cada transação. Isso reduz a exposição de informações sensíveis em carteiras digitais e ambientes de pagamento, pois os dados capturados fora do ambiente seguro não permitem a realização de novas compras.
Qual a importância da regulamentação sobre chargeback para cartões pré-pagos?
Regras padronizadas de chargeback trazem prazos definidos, etapas claras de contestação e divisão objetiva de responsabilidades entre bandeiras, adquirentes e emissores. Em cartões pré-pagos, essa previsibilidade facilita a gestão de risco e a organização de processos internos de atendimento e disputa.
Como a Celcoin apoia a conformidade regulatória em programas de cartões pré-pagos?
A Celcoin disponibiliza infraestrutura BaaS para empresas não reguladas, permitindo operar sob suas licenças, e Core Banking para instituições licenciadas que desejam integrar suas próprias autorizações. Em ambos os formatos, a plataforma incorpora KYC, AML e reportes automáticos a reguladores, reduzindo carga operacional sobre o time interno.
Quais recursos de controle de uso podem ser configurados em um programa de cartões?
É possível configurar limites por período, filtros por categoria de estabelecimento, regras geográficas, horários de uso e diferenciação entre compras online e presenciais. Emissões mais avançadas também oferecem alertas de uso em tempo real e permitem que o próprio usuário gerencie parte desses controles no aplicativo.
Como preparar a infraestrutura de cartões para futuras mudanças regulatórias?
Arquitetura em microsserviços, APIs modulares e monitoramento ativo do ambiente regulatório reduzem o esforço de adaptação a novas normas. A parceria com provedores especializados, como a Celcoin, ajuda a incorporar rapidamente ajustes de conformidade sem exigir grandes projetos internos.
Conclusão: segurança e controle como base dos cartões pré-pagos em 2026
Em 2026, programas de cartões pré-pagos bem-sucedidos combinam segurança, controle de uso granular e aderência regulatória. Essa combinação protege usuários, reduz custos com fraude e fortalece a posição competitiva das empresas no mercado financeiro.


